Uma mensagem a cada postagem. Um ser racional em conflito com a natureza aflitiva de querer viver, conhecer e se aventurar. É um mundo cruel, uma vida rápida, amigos passageiros e os filhos crescendo. Transmixxx - uma união de conceitos que pode representar nada ou alguma coisa. Quem decide essa dúvida? Eu mesmo. Leia e curta, é só o que peço.
segunda-feira, 14 de março de 2011
ONDE?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Fragmentos pop: CISNE NEGRO - Obrigatório

Fazendo as vezes de internauta ligado em cultura pop, acompanhei recentemente as nominações dos indicados ao Oscar deste ano, depois vi que São Paulo, na comemoração de seu aniversário, dia 26/01, ainda é a minha cidade xodó, até mesmo porque nasci no interior (uma cidadezinha fronteiriça chamada Ipaussu). Nesses fragmentos de textos, onde busco dar uma pincelada no que vi na net nas últimas horas, apenas deposito aqui no espaço do meu blog o que me chamou mais atenção, portanto, não seja ranheta e acompanhe só do modo como eu vi. Esse preâmbulo textual para comentar sobre o filme "Cisne Negro" (Black Swan)que deve estrear no Brasil dia 04 de fevereiro. Talvez o papel da vida da atriz Natalie Portman, que nunca esteve tão linda, graciosa e enfrentou um treinamento duro e crível para interpretar uma dançarina de balé que passa por uma crise existencial sem precedente.
Um dos filmes mais bonitos que vi nos últimos anos, do cuidado de ângulos e closes, com uma filmagem que embarca na história como uma peça de cheia de tramas, de bela fotografia, reluzente com a modernidade e a delicadeza, num trabalho de direção espetacular de Darren Aronofsky, em plena forma e no ápice da criatividade artística, não por menos o filme é uma obra prima.
A história é simples, Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).
Essa pressão sobre ela acaba desnudando uma personalidade complexa, em conflito com a mãe, onde Nina deixa ser levada por um fantasma interior (ou não?) que a deixa com cicatrizes, não só físicas, mas psicológicas.
A sua relação ambígua e homoerótica com a sua concorrente Lilly acaba levando-a a uma vértice de emoções desencontradas que
coincide com os ensaios e a véspera de estrear um poderoso espetáculo de dança que pode ser o grande clímax da sua carreira artística, resta a ela, Lilly, tentar sobreviver a tudo isso.Um filme que pode ser incômodo, mas nunca cansativo, pelo contrário, cativa e impressiona, ainda mais quando tem uma atriz que está tão a vontade num personagem complexo. Natalie Portman é "Black Swan".
Pelo menos várias sequências se tornarão clássicas e inesquecíveis, duas delas são impressionantes: a da dança dentro de um clube noturno e a transa homossexual entre Nina e Lilly.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Momentos...
Queria que houvesse um momento em que tempo parasse em todo o mundo por um minuto;
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2010 – Um ano a não ser esquecido (de verdade)
Não pensei que seria assim. 2010 foi um ano de transformações na minha vida e de muitas pessoas que conheci. Mas, juro, nunca pensaria que o ano andaria dessa forma, revolucionando, me preparando para um mundo de experiências que nunca imaginaria acontecer.
Conheci pessoas maravilhosas, cultivei amizades importantes, expus minhas dores no Twitter e enchi o saco de muita gente. Pude vislumbrar situações que nunca pensei em viver. Mas não é certo deixar essas situações apenas no lúdico, na citação.
Tinha aquela menina, que falava pelos cotovelos, me olhava nos olhos e não deixava nada para resolver depois. Tinha um sorriso lindo e me disse que queria ser minha amiga. Na troca de confidências via Gtalk ela me mostrou um caminho de amizade que tive com poucas mulheres. Tudo devagar, sem expectativa do que só a amizade. Inteligente, de tiradas rápidas e um raciocínio lógico que me encantava. Caíamos na noite e transformamos o Iceberg na nossa morada de diversão e dança.
Um dia, cansado, triste, ela juntou os meus cacos, pediu para ouvi-la. Ouvi e conversamos uma madrugada inteira. Sorrimos, gargalhamos e na despedida ficou aquele gostinho de “puxa, já vai”. Sim, e tivemos um outro dia, mais um outro dia e mais outro. Até que descobrimos que poderíamos ser mais do que amigos.
E tinha aquela outra menina de Curitiba (PR) que conheci através de textos lindos no seu blog, que vivia sob a emoção a flor da pele. Tinha graça e virou uma das melhores amigas que eu nunca vi pessoalmente. Um dia ela ligou no meu celular e descobrimos ser os melhores amigos à distância.
Vi problemas surgirem, meus filhos crescerem e aprenderem, a necessidade da independência, após um casamento desfeito.
2010 fixei minha expansão de palestrante e ouvinte, aprendi e descobri coisas inesperadas, participei de todos ETCs (Encontro dos Tuiteiros Culturais), seja como debatedor, como mediador ou como tuiteiro.
Conheci Rio Branco (AC) e firmei amizades incríveis por lá. Fui bem acompanhado e fomos tragados pelos encantos da capital acreana. As ruas que aprendemos a conhecer. Aventuras inesperadas nas ruas, como fugir de uma viatura policial de ré subindo uma ladeira. O calor que me obrigou a comprar e trocar de camisa em pleno centro da cidade. Comer a melhor picanha num restaurante incrível. E, claro, depois aconteceu São Paulo.
São Paulo foi louco, incrível, especial, inesquecível, sensível, apaixonante e onde a música “You and I”, do Scorpions, soaria perfeita para mim e a minha partner, companheira de aventuras. Enlouquecemos ao ver o show do Scorpions ao vivo no Credicard Hall, suspiramos ao assistir o CQC ao vivo na Band – depois de uma longa jornada dentro de um ônibus (o Morumbi é longe da região central). Caminhamos de mãos dadas pela avenida Paulista e visitamos o MASP, curtimos as idas e vindas constantes pelo metrô – itinerários e baldeações já eram nossas companheiras constantes para irmos aos lugares planejados.
Tiramos dezenas, centenas de fotos... Visitando museus, lugares famosos... Conhecemos a região central onde o meu irmão Márcio mora – Praça da República, a sua feirinha de domingo é o máximo -. Travamos um duelo com o tempo para tentar conhecer todos os lugares possíveis (25 de Março, Mercado Municipal, Zoológico, praça da Sé, Estação da Sé, o bairro Bixiga – onde jantamos numa autêntica cantina –, o bairro Liberdade – outra feirinha adorável). Suspiramos nos dias de garoa, suamos nos dias quentes de caminhadas longas (Museu do Ypiranga), pegamos chuva no Parque do Ibirapuera no finalzinho da tarde. Mas voltando ao Museu do Ypiranga, como esquecer o piquenique de morangos e uvas na praça, debaixo de uma sombra. “Quando chegarmos em Porto Velho vamos lembrar desses momentos com saudade e carinho”, falei. Ela consentiu com um sorriso lindo enquanto o vento jogava os cabelos no seu rosto e mastigava um suculento pedaço de morango.
Tive amigas e amigas. Tive aquelas que com um olhar entendiam que havia algo acontecendo. Outras que suportavam minhas lamúrias e entendiam que eram sinais. Pedidos de socorro. Uma conversava comigo olhando nos olhos e dizia: “Amigo, tudo vai dar certo e cada coisa no seu tempo”.
Amigos ficaram próximos e ou distantes, mas nunca negaram uma ajuda. Em meu momento mais crítico desse ano, quando sucumbi de uma perda que seria irreparável na minha vida eles foram uníssonos. “Tenha atitude, faça por merecer ser feliz”. Eu os ouvi e estou no processo de mudanças necessárias para atravessar o ano com propósitos novos, um novo homem, que ao longo do ano foi se transformando.
Enfrentei stress inimagináveis, briguei com Deus, fiz as pazes com ele, sucumbi no pecado pela falta de coragem e paguei caro. Hoje sou transformado. No processo de todo o ano, encontrei o equilíbrio do meu corpo, amadureci um relacionamento e busco no ano que entra a perspectiva que a vida me instiga a querer.
De janeiro a dezembro de 2010, eu, Marcos, sou um novo homem, menos fragilizado e mais frio. Tenho inspirações e aspirações.
Queria poder registrar todos os momentos de risos e choros, de alegrias e danças, de tudo que transformou minha vida num carrossel de emoções, mas seria chato. As lembranças nesse caso ficam melhores comigo do que escritas aqui.
Sabe, creio que todo o fim de ano é necessário um balanço daquilo que aconteceu, mas não é necessariamente obrigatório. Mas analisar as transformações e as motivações que deram os momentos mais inesquecíveis da minha vida em um ano, é acreditar que nas vitórias e derrotas encontrei forças para entrar o ano que chega com a esperança de alcançar os objetivos que planejei – coerente e com os pés no chão.
Tudo diferente, tudo novo e com um aprendizado de vida necessário. 2011 chega como o ano que precede a revolução que foi a minha vida em 2010.
Com todas as forças e sinceridade desejo a todos os meus leitores um ano novo de paz e feliz comunhão dos sonhos com o propósito de realizá-los.
Acredite, tudo pode ser melhor, diferente, criativo, instigante, apaixonante se você acreditar que tudo depende das suas atitudes.
A vida segue... FELIZ 2011.
--
Um vídeo de pouco mais de 2 minutos é um resumo perene do que é poder acreditar, com criatividade, amor e dedicação, todos dos dias, suplantando a rotina, a miserável rotina. Ter uma inspiração é maravilhoso, mas ela só surge com a demanda de paciência e a virtude de ter atitude. Adoro esse vídeo:
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
SONETO DE CAMÕES
Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís de Camões
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Mais um dia...

Nos dias de insônia o meu pensamento vaga além da janela do meu quarto numa madrugada qualquer, segue lento e me desenha projeções futuras do que posso fazer e me tornar. Hoje, no olho do furacão, devo voltar a pedir que um raio caia na minha cabeça, para que tudo se resuma a uma perda causada pela força da natureza. Cada dia mais sinto as paredes se fecharem ao meu redor e não por culpa de quem me ama, mas por, talvez, ser essa intensidade de emoções que nunca cessam dentro de mim.
É um crescendo, uma agonia que cresce dentro do peito pela inconstância de sentimentos, do improvável entre a certeza do que está por vir e o que acontece hoje. Dentro de 30 dias estarei só, só no sentido literal da palavra. Família viajando, a tormenta das finanças batendo forte na minha cabeça e as preocupações tomando cada vez mais espaço. Debilitado, desajeitado, bobo, diagnosticado com stress e cansaço. Oscilando momentos marcantes de felicidade com outros de pura depressão degenerativa.
Bad day, dia ruim, os prazos afunilam, tudo conspira para que o empresário flutue sobre um bote num imenso mar azul, cercado por tubarões e sem perspectiva a curto prazo. Os conflitos que geram outros conflitos, que tentam consumir cada parte íntegra do que restou da minha consciência moral.
Estou de pé, olhando da beira da ravina o por do Sol no rio. Pouco o que fazer, pouco o que ver. Estou fazendo o mais do mesmo. Perdido de novo.
No feriado de chuva, deitei no piso sob os pingos da chuva, fiz uma oração, pedi perdão por estar tão preso aos meus problemas, pedi desculpa pelo auto-flagelo ingênuo de um homem que não deveria estar tão deprimido.
As águas da chuva batiam no meu corpo como flagelo, cada pingo uma dor que me machucava ainda mais. Buscava conciliar meus pensamentos de entrega ao perdão com os dissabores dos meus atos.
No frio da chuva, com o vento sinuoso que tomava conta do ambiente, só podia lamentar e deixar minhas lágrimas misturar com a chuva. Hoje é um dia em que tenho que ficar quieto, tentando erguer a cabeça mais uma vez, respirar ar puro, buscar os sorrisos lindos dos amores que me rodeiam, buscar o carinho do amor, sentir aquela voz e os conselhos que preciso mais uma vez ouvir.
O tempo ainda está cinza, ouvi "Eu sei", do Legião Urbana, sem querer quando sintonizei o rádio e senti cada palavra como uma verdade silenciosa. Renato Russo era foda.
A cada dia eu tenho certeza de algumas decisões que irei tomar na minha vida. Chegado o momento da virada, preciso ter paciência e forças... Conciliar malícia com necessidade de sobrevivência, sobrepor minhas tormentas, traçar um plano de risco e deixar a vida fluir. Só que para tudo isso preciso de força e coração.
"Me ajude. Se fiz o suficiente para provar que posso ir até o fim... Nunca se esqueça, ainda que longe estarei bem perto, ainda que calado, minha voz sempre fará ouvida nos momentos em que mais precisar".
As palavras que já ouvi e hoje ecoam na minha cabeça... O tempo passa, tudo passa, lembranças e histórias, sou pássaro novo...
Amanhã é outro dia... Espero, que bem melhor.
Sorriem crianças, em breve estarei sorrindo com vocês... Quem sabe.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Eu e vc... Indivisíveis
APERTE O "PLAY" E...
...EM SEGUIDA LEIA
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Esperança...

domingo, 5 de setembro de 2010
Um momento apenas
sábado, 14 de agosto de 2010
Tempo voa...
Vi o caminhar lento dos passos receosos...
Olhos baixos, escondidos pelos óculos escuros
Havia segredos... Omissões a serem veladas
Como encarar a verdade de frente se não estamos mais sós...
Desvencilha da vida passada, mas é difícil
A natureza, existe uma conspiração em volta pelo fim...
Fim de tarde que nunca chega...
Tempo voa e tudo passa tão rápido...
não há mais tempo...
apenas suspiros...
Um entrelace de mãos que une uma esperança...
Daquela que brilha nos sonhos mais íntimos e perdura
Dura como um segredo que só o tempo é capaz de revelar...
Onde vamos construir morada.
O tempo voa...
Os vídeos que fazem minha vida - Parte 1
Que você mal consegue respirar
Quando você está com eles?
Você encontra
E nenhum de vocês
Nem sequer sabem o que os atingiu
Tenho aquela estranha sensação quente
Sim, os arrepios
Eu costumava ter...
Não é justo... Amar assim?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Meu Infinito Particular: É Hora de Partir
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Técnicas infalíveis para dar muito prazer a uma mulher

Raramente, quase nunca, eu republico o que recebo via e-mail, mas abrindo uma exceção vou postar no meu blog essa “puta falta de sacanagem” com nós homens, que somos totalmente entregues à mulher amada e estamos aptos a ajudar no que for preciso. No dia internacional do homem, uma homenagem sincera que recebi de uma amiga.
Homens, fiquem ligados!
Técnicas infalíveis para dar muito prazer a uma mulher:
Técnica nº 1: Mãos Molhadas
Faça sua parceira sentar-se numa cadeira confortável na cozinha.
Certifique-se de que ela consiga ver muito bem tudo que você faz.
Encha a pia da cozinha com água e adicione algumas gotas de detergente
aromatizado para louça.
Segurando uma esponja macia, submerja as mãos na água e sinta sua pele ser
envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada...
Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue um prato sujo do jantar,
coloque-o dentro da pia e esfregue a esponja em toda a superfície. Vá
esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo.
Enxague-o com água limpa e coloque-o para secar. Repita com toda a
louça do jantar, até sua parceira ficar gemendo de prazer.
Técnica nº 2: Vibrando pela Sala
É um pouco mais difícil do que a primeira, mas, com algum treino,
você fará sua parceira gritar de prazer.
Cuidadosamente, apanhe o aspirador de pó no lugar onde ele fica
guardado. Seja gentil, demonstre a ela que sabe o que está fazendo.
Ligue-o na tomada, aperte os botões certos na ordem correta.
Vagarosamente, vá movendo-se para frente e para trás, para frente e
para trás... por todo o carpete da sala. Você saberá quando deve
passar para uma nova área. Vá mudando gradativamente de lugar. Repita
quantas vezes for necessário, até atingir os resultados buscados.
Técnica n° 3: Camiseta Molhada
Este joguinho é bem fácil, embora você precise de mente rápida e
reflexos certeiros. Se for capaz de administrar corretamente a
agitação e a vibração do processo, sua parceira falará de sua
perfomance a todas as amigas dela.
Você precisará apenas de duas pilhas: uma pilha com as roupas brancas,
outra com as coloridas. Encha a máquina de lavar com água e vá
derramando gentilmente o sabão em pó dentro dela (para deixar a mulher
ofegante, use exatamente a quantidade que o fabricante recomenda).
Agora, sensualmente, coloque as roupas brancas na máquina... uma de
cada vez..... devagar. Feche a tampa e ligue o 'ciclo completo'. Sua
companheira ficará extasiada. Ao fim do ciclo, retire as roupas da
máquina e estenda-as para secar. Repita a operação com as roupas
coloridas...
Técnica nº 4: O que sobe, desce
Esta é uma técnica muito rapidinha, para aqueles momentos em que você
quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade. Pode ter
certeza, ela não vai resistir. Ao ir ao banheiro, levante o assento do
vaso. Ao terminar, abaixe-o novamente. Faça isso todas as vezes. Ela
vai precisar de atendimento médico de tanto prazer.
Técnica nº 5: Gratificação Total
Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar sua companheira a
um tal estado de sublimação, que depois será difícil acalmá-la, e pode haver
riscos irreversíveis para a saúde da mulher!
Esta técnica leva algum tempo para ser aperfeiçoada. Empenhe-se com afinco.
Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente
surpreendê-la numa sexta-feira à noite.
Funciona melhor quando ela trabalha fora e chega cansada em casa.
Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso. Quando ela
chegar, convença-a a tomar um banho relaxante (de preferência
aromático, numa banheira de água morna já previamente preparada por você).
Enquanto ela estiver lá, termine o jantar que já terá adiantado antes que ela
chegasse em casa.
Depois que ela estiver relaxada pelo banho e saciada pelo jantar, execute a
Técnica nº 1.
Preste atenção em sua parceira, pois o estado de satisfação será extremamente
alto!!!
terça-feira, 15 de junho de 2010
Historieta: Antes que seja tarde
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Sorrisos, lágrimas, companhia e desejos

Eu sempre digo que quero postar algo mais impessoal e menos intenso no meu blog, mas é muito difícil. Eu vivo tão intensamente cada momento hoje que não saberia, por enquanto, ser obtuso com as emoções.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
FIM - O que vou fazer sem você?

(Aperte o PLAY e depois leia)
Será que estamos preparados para o fim de uma relação? O que nos move a acreditar que todas as possibilidades possíveis para sustentar a dor da separação podem ser viáveis com o tempo?
Não saberia responder a essas perguntas se não revivesse todo o momento doloroso da separação e ainda me sentisse tão pequeno, ínfimo, diante da dor maior que é de dar adeus à pessoa que mais ama.
Porque tudo tem um propósito, um meio que leva ao fim e, dependendo de cada pessoa, vive-se uma relação até as suas últimas conseqüências, sem medir tempo, espaço e situações. Conhecer, estabelecer um vínculo de amizade, cultivar essa fidelidade fraternal com a pureza dos risos, trocas de segredos, mediações de idéias é um processo natural de estabelecer uma relação que pode ou não resultar em romance.
Penso que o tempo cuida de tudo, que o destino traça o caminho de cada pessoa e tudo pode ser possível, mas é a relação de confiança e intimidade – em grau variado – que faz com que o nível de atração possa ser equilibrado no senso comum da amizade ou mesmo de uma tensão sexual, por vezes, involuntária.
Mas o que traça de fato o grau de aproximação entre duas pessoas são os momentos, o despertar de traços comuns ou atrativos que movem além da mera curiosidade. Ter a certeza de que seguir determinado caminho numa relação fraternal pode ser uma decisão definitiva e que marcará a sua vida. Para o bem ou para o mal.
Relações são difíceis e cultivá-las é um exercício de tolerância e paciência. O nível de confiança e intimidade ajuda para que tudo se conspire em um beijo na boca, um carinho na nuca, uma respiração mais alta e suspiros mútuos.
Mas é manter essa relação de cumplicidade, onde um sorriso de canto, um gesto é claramente reconhecido. É um sinal de corpo tão sutil, mas de fácil assimilação entre duas pessoas que mantém uma relação íntima, que existe alegria em saber que uma outra pessoa, a que amamos, nos interpreta em todos os sentidos e compreende.
Durante algum tempo, se manter juntos é um exercício de paixão, duplicidade, olhos nos olhos, corpos colados e momentos de ternura. Esses momentos preciosos são onde o casal mantém sua segurança, a sua baliza de sustentação, conhecendo um ao outro, integrando mente, corpo e comportamento.
Existe a trilha sonora para os encontros, para as brigas que surgem, para as reconciliações chorosas. Tudo pode ser motivo de alegria ou não. Ótimo quando ele encosta a cabeça no colo dela e de leve ouve o seu coração bater. Então ele suspira alto e sorri do nada – sendo que ali representa tudo o que ele quer sentir: emoção genuína por estar tão bem com quem se ama.
Lindo para ela saber que pode estar sendo colhida nos braços com um abraço acolhedor e forte o suficiente para se sentir segura e amada. Não há como medir o nível tão intenso por esses momentos que parecem frugais, mas que representam momentos únicos. Aqueles momentos que sempre guardamos na memória, que algum dia serão lembrados antes do cair de uma ou duas lágrimas.
Eu digo que o fim é algo que nunca esperamos, mas pressentimos. Desde o primeiro momento da insegurança por algum fato isolado ou algo involuntário, por amor exigimos cumplicidade e não separatismo momentâneo. O sentimento exige reparações constantes e que nem sempre estamos aptos a dar por circunstâncias externas, seja no trabalho, familiar ou círculo de amizade mesmo.
Talvez um ponto de saturação na relação se rompa e tudo caminhe para um desgaste natural, muitas vezes resolvido com tempo e paciência, mas quando isso não ocorre e apenas podemos ver que houve um desencantamento é triste constatar que o fim é algo inerente, propício e doloroso, muito doloroso.
Tento não pensar no fim, na ruptura, mas é algo inevitável, pois vivemos sentimentos autênticos e o fim representa que acabou, que todos aqueles momentos maravilhosos antes vividos não se repetirão, que os encontros tão sensíveis e alegres não passarão de histórias de ex – contados com uma leve dor no peito. É tão triste que apesar de tudo, ainda assim teremos etapas a cumprir por causa do fim. A separação é inevitável e cortar tudo por algum tempo é um meio de não prolongar a dor e deixar que tudo flua para um sentimento de aprendizado.
Não existe fórmula para o fim e situações são isoladas para cada pessoa. Eu penso que o afastamento é um processo natural, não é um ato covarde, mas da busca da sobrevivência emocional. Isolar-se constitui de uma tentativa de tentar que o tempo fluía melhor para o esquecimento daquele sentimento tão intenso.
Não quero parecer frio por estar sendo tão esquematizado, mas vida me ensinou da pior forma possível, que toda dor na separação é superável quando se isola da pessoa que amava e se rodeia de amigos que lhe ouça, o abrace quando precisa e seja a companhia para todos os momentos necessários, de resto o tempo cumpre o seu processo natural.
Mas é tão dolorido passar pelos mesmos lugares que estiveram antes, sentir um perfume que lembra a pessoa amada, ouvir nomes semelhantes ou, pior, se deparar com ela e ainda assim saber que nada pode se feito.
Queria, na verdade, que um relacionamento de cumplicidade, amizade, amor, sexo, risos e lágrimas nunca acabasse, mas se sustentasse diante das dificuldades e trabalhasse para que a cada dia fosse uma nova aventura, um patamar novo a ser descoberto.
Será que estou preparado para o fim de uma relação? Digo, claramente, que hoje não. Mas sobreviveria. Não tem como uma pessoa sensível passar incólume pela circunstância de ainda estar apaixonado e ver que tudo pode acabar. Hoje uma despedida com lágrimas, risos, promessas de continuarem amigos e, ainda soluçando, saber que tudo ainda é um engodo, mas o fim, esse, é inevitável.
Acordar no dia seguinte depois de uma noite mal dormida e despertar de fato para que tudo simplesmente acabou, que aquela pessoa que antes lhe importava como a vida, não pode mais ser acessada e que mesmo assim tudo pareceu rápido demais. As lembranças teimam em voltar à sua cabeça e você ainda sente falta, uma baita falta.
Fica então o curto verso daquela canção que embalou seus melhores momentos onde um abraço é o mais real sentimento de proteção que poderia sentir e agora, daquela pessoa, não mais terá.
Um choro, seguido de saudade. Um choro, seguido de raiva. Um choro, seguido de ansiedade. Um choro, seguido de conformação. Talvez tudo pudesse ter sido diferente em algum ponto onde um ou o outro errou.
Dependendo da forma como acaba eu urro de raiva por ter perdido tanto tempo por alguém que talvez não merecesse o que dei de mais valioso ou choro de joelhos nos pés de algum amigo, ou amiga, pedindo ajuda para acabar com a dor que explode no meu peito e comprime o meu coração a quase um sufoco por ter perdido um amor.
Será que estamos preparados para o fim de uma relação? Não sei você. Quanto à mim, digo que não. Mas prefiro continuar vivendo a cada dia e desejando que tão longe fique esse momento. O tempo cuida da gente.
domingo, 2 de maio de 2010
Popsex nº 2
(Ante de ler, dê o PLAY)
Havia um cello no canto da sala. O som triste que saía das caixas de som que ficavam no canto da sala. Seu doce sorriso apareceu na janela do meu quarto e tentei entender a distância que me fez ficar longe de você.
Me ligou de madrugada e no seu primeiro “alô” perdi a voz de emoção. Cancioneta de violão, tudo é regrado e óbvio, como os sentimentos humanos tediosos que cerceiam o amor . E o cello no canto da sala ressoava suave a melodia que um dia nunca imaginei poder cantar a você.
- Oi.
- Oi.
(Silêncio instantâneo)
- Fala alguma coisa... (Pede ela)
- Eu...
- Sim.
- Eu to sentido muito a sua falta. (Abri minha guarda)
(Silêncio instantâneo do outro lado da linha)
- Eu também... (Um soluço quase imperceptível)
Para ele era tão bom ouvir a voz dela e saber que ainda está por aí, depois de semanas, meses de separação. Mas não esperava que o mesmo sentimento de amor ainda havia perdurado depois de tanto tempo. Não entendia a cura que haviam dito a ele sobre o tempo. Podia traçar no ar cada linha de seu rosto, sentir os seus cabelos, o mesmo perfume que o perturbou durante um bom tempo e ainda assim perceber que o tempo não fez nada para que ele a esquecesse.
- Como você tá? (Perguntei, tentando evitar a emoção)
- Eu... Bom... Eu to daquele jeito: simples e ainda traçando metas.
- Legal... Você era boa em traçar metas, lembro disso.
- Você lembra? (Outro soluço, mas ainda quase imperceptível)
- Lembro... Lembro sim.
- Que bom! Não fui apagada da sua... Memória.
- Não, imagina... (Suavizei ainda mais minha voz para ela) Nunca, nunca te esqueci.
Na primeira noite ela pegou a minha mão e me conduziu até a cama, não tirava os olhos dos meus e transmitia uma segurança que eu nunca havia visto em uma mulher. Sentei na beirada da cama e ela me beijou a testa, queria cuidar de mim. Deitei e ela então sentou em cima de mim, abrindo as pernas sobre o meu colo e montando. Arqueou para frente e nos beijamos freneticamente, eu podia sentir sua boca quente, úmida, entumescida esfregar na minha e senti uma emoção genuína. Estava todo arrepiado, abria os olhos para ver sua reação aos meus beijos e aos carinhos que fazia com as mãos, alisando suas costas e tocando seus cabelos lisos, perfumados e sedosos.
Ela se esfregava sobre o meu colo lentamente e eu partilhava sua sensualidade observando seu rosto lindo, brilhando, entregue, como podia ser tão linda, como podia criatura tão alva e meticulosamente desenhada por anjos estar comigo e ainda assim entregar com confiança sua intimidade? Não sabia, mas deixava viver, acontecer, não queria atenuar em nada esse momento, mas dar a ela minha entrega total em querer fazê-la feliz, desejada e possuída.
- Ainda é difícil pra mim, sabia? (Tentei explicar a ela)
- Pra mim também, mas eu queria falar com você, senti a sua falta... Hum... Fiz errado em ligar?
- Não, claro que não... Na verdade eu não sei, mas eu precisava ouvir você, saber como você estava.
- Parece tanto tempo... (Soluçou de forma mais nítida).
- Está sendo tanto tempo, são meses... Ainda sinto muito, muito mesmo pelo que ocorreu e chegamos a esse ponto, de verdade.
(Silêncio breve)
- Ei... Você ainda está aí? (Me assustei) Oi, por favor não desliga...
(Ouvi claramente outro soluço e então...)
- Eu te amo. (Disse ela, chorando)
Lembro ter chegado bêbado em casa, sem chão, procurando saber por que havia agido daquela forma com ela: bruto, possessivo, impondo minha autoridade sobre suas ações, com desconfiança, excesso de insegurança e ainda assim, cheio de razão, jogar toda a nossa relação para o alto por causa de uma cena de ciúme que a humilhou. A desprezei quando ela precisou do meu amor, destitui do seu pedestal de única para o mesmo nível de outras, comuns.
Em uma relação que oscilava muitos momentos íntegros e lindos com outros de imaturidade de ambas as partes, eu fui o causador do maior mal de todos.
Ela então me ligou e ainda na garagem a mandei se foder. Estava transtornado, mas ela insistiu e acabei por entregar a verdade que achava a sua ira, e pude então compreender que havíamos chegado a um ponto de ruptura que, talvez, definisse nossos rumos. Fui ainda bêbado, com o meu carro, até a sua casa. Era madrugada e o tempo estava frio, dando sinais de chuva.
A encontrei fora de casa, armada e magoada, muito mesmo. Ainda tonto, a olhava com certo receio, mas não deveria, pois se havia provocado tudo aquilo e por alguma razão achava que estava correto na atitude que tomei, porque então me sentia culpado?
Em poucas palavras e pela sinceridade da forma como me olhou, expressando toda a decepção comigo eu pude entender que no fundo ela tinha razão.
Não esperei desenrolar mais nada que pudesse prosseguir aquela agonia, estava arrependido, mas sabia que tinha cruzado uma linha muito perigosa. Pra ser sincero, por um momento perdi a puerilidade do momento e chutei tudo para o alto, se tivesse que agir para que ela entendesse que apesar de tudo a minha vida ainda era parte da dela, ali, naquele exato momento eu tinha que fazer o impossível.
Coloquei uma de nossas canções e deixei as portas do meu carro abertas, caiu então a chuva, interrompi tudo e fui abraçá-la sob a águas da chuva, ela me levou para trás do muro da sua casa e pude entender que não era reconciliação, era um último momento, uma entrega de carinho e sexo para completar um ciclo, o seu ciclo, o meu ciclo. Era loucura de duas pessoas carentes que buscavam a redenção no amor ou apenas o óbvio tedioso da vida que adoramos complicar?
Não saberia responder, muito menos ela. Mas, fizemos amor em pé, debaixo da chuva, em desespero, entrega e raiva. Os beijos eram firmes, mas sem a candura de antes, era entrega e despedida, tudo forte, intenso. Ainda não consigo lembrar como encerramos aquela madrugada. Eu sei que tudo acabou, ela apenas me olhou, séria, nada disse. Fiquei calado, me ajeitei e esperava, talvez, uma voz dela que me dissesse: “desculpo”.
Nada disso, ela apenas olhou para o portão da sua casa. Eu compreendi que tinha que ir embora. Ela, ainda calada, me olhou tão firme e decidida, como uma navalha afiada cortando a minha carne. Sai devagar, caminhei até o carro e ainda olhei para ela através do portão gradeado. Ela ficou impassível, sem lágrimas, sem sorriso, sem rendição. Apenas gotas de chuva sobre o seu rosto, os cabelos molhados, escorridos sobre os ombros. Não havia mais a poesia que me encantava aos ver os seus olhos sobre os meus, apenas um vazio.
Entrei no carro e parti.
Havia um cello no canto da sala da minha casa. O som era suave, mas amargo, a voz era dissonante diante da minha saudade, mas pura no que eu sentia.
- Não chore... Ei... Faz tempo.
- Não era para estar sentindo isso por você, não... É tão doloroso.
(Silêncio)
- Não posso dizer que sinto o mesmo, mas sinto falta de você.
- Quanto mais tempo teremos para suportar isso?
- Não imagino... (disse, emocionado com a entrega dela, chorosa)
- Estou tão longe e você tão perto de mim, dentro de mim...
(Fechei os olhos e não queria acreditar que podia reviver tudo)
- Não sei se o tempo vai curar, se a distância vai nos manter tão longe assim do que sinto ainda por você, mas eu... (soluça)... Eu só queria te dizer que, se acontecer de você não sentir mais nada por mim, nada mesmo, quero que seja meu amigo...
- Sempre serei seu amigo... Sempre... Deixa como está. Eu entendo tanto você agora... Nas primeiras semanas em que foi embora amarguei uma solidão tão grande... Triste.
- Eu sei. (Disse ela suave, quase sussurrando)
- Passei semanas passando pelos lugares que frequentávamos antes. O mirante, aquele restaurante, a pizzaria, os pubs, até mesmo as canções que ouvíamos juntos parecia uma dor que comprimia o meu peito. Todas as lembranças, foi e está sendo difícil. Eu entendo você.
- Está acabando né?
- Quem sabe? Vamos viver a cada dia e ter as nossas melhores lembranças, mas sem dor.
- Você mudou, sabia? O modo como está dizendo essas coisas para mim.
- Eu não quero magoá-la...
- Não, não é isso. Você mudou para melhor, me parece mais maduro.
- Você me fez ficar assim... (Senti um nó na garganta) Por isso eu digo que sempre seremos amigos.
- Obrigada.
(Me silenciei e dei um sorriso emocionado)
- Não tem como...
- Vou desligar.
- Tudo bem, foi muito bom te ouvir depois desse tempo todo.
- Também.
(Ficamos em silêncio, pontuados pelas respirações )
- Te cuida, tá? (Pediu ela)
- Você também, te cuida.
- Tchau!
- Tchau!
(Ainda ficamos alguns segundos segurando os fones)
Por fim, com cuidado, coloquei o fone no gancho e senti um descompasso no meu coração. Havíamos dado o passo definitivo.terça-feira, 27 de abril de 2010
Popsex nº 01
Cheguei bêbado em casa... Encostei o carro na garagem e ainda tonto tentei equilibrar o raciocínio com a lógica da música que soava na minha cabeça. Respirei fundo e o celular tocou. Ainda estava zonzo com a última briga que tivemos. O brilho da tela do smart penetrou fundo na minha retina e vi o seu rosto em meio a nuvens.
EU - Oi.
A VOZ - Ainda não acabamos sabia?
EU - Quem?
A VOZ - Foda-se!
EU - Ok, acolho, eu sempre me fodo mesmo!
A VOZ - Que é? Vai posar de coitadinho?
EU - Não, então foda-se você.
Desliguei. Na minha mente lembrei de Kid Foguete, um personagem fuleiro de um dos contos maravilhosos de Charles Bukowski. Numa noite, precisando de grana, ele entra num frigorífico e pede emprego, pois precisa de grana. Praticamente se fode por fazer aquilo que não quer, mas necessita. Sou como Kid Foguete, me fodo com ela, por fazer aquilo que necessito. Não, não é sexo. É amor mesmo! Por que estou bêbado? Porque percebi que acabei de me foder por amá-la e ela nem aí.
Não consigo sair do carro, além da dormência no corpo fico pensando o que deveria ter feito para evitar ter chegado no ponto que chegou. A música, o som desatina as minhas ações antes calculadas, frias... e a porra do celular toca novamente.
"Atendo ou não atendo?" - Penso.
O toque perdura e olho compenetrado (pelo menos eu tento)para o visor brilhante.
"Foda-se"
EU - Oi.
A VOZ - Você é um idiota completo.
EU - Seiii... Mas, por que?
A VOZ - Mandando me foder, sendo que você é que merece...
EU - (Interrompendo) Quando a gente vai parar com isso?
A VOZ - Você provoca como quer que eu reaja?
EU - Não fiz nada... Droga... Olha, tô bêbado e sem condição nenhuma de prosseguir a discussão.
A VOZ - Ainda saiu para beber depois que discutimos? Você é tão fraco assim?
"Puta que o pariu, será que a amo tanto para aguentar isso?" - Penso.
EU - Não quero mais prosseguir com essa discussão...
A VOZ - Tô cansada, muito...
(Pausa breve... Respiração alta no dois lados da linha)
EU - E aí?
A VOZ - Você tá onde?
EU - Na garagem de casa, sem coragem de sair do carro, pensando um monte de merda.
A VOZ - Hummm... Seu idiota, porque não consigo ficar longe de você?
EU - E...
A VOZ - Tem condições de dirigir até aqui?
EU - Não sei, tô um pouco tonto, mas não tem risco...
A VOZ - Não, deixa pra amanhã, precisamos esfriar a cabeça.
(Me calo por alguns segundos)
EU - Tô indo aí, me espera.
Desliguei o celular, nem tirei o cinto de segurança, acionei a ignição e sai. Voltei para a rua e o ar-condicionado estava congelando no interior do carro. Mas achava um alívio.
Tomei a "Boulevard Street 05" e fui devagar. Divaguei então sobre as ondas de referências que me puseram na enrascada de me envolver tão intensamente com ela.
-
Um dia estou numa bookstore com uma pilha de livros para escolher o que levar, entre eles um sobre redes sociais e mídia interativa na internet. Era o único exemplar. Carrego o livro comigo e percebo uma moça linda ao meu lado me olhando sem graça. Não ligo muito, não ofereço perigo mesmo. Volto minha atenção para uma edição encadernada de Sandman, de Neil Gaiman, junto a outros dois livros e caminho até o balcão do caixa. Então aquela moça linda se aproxima e pega o meu braço.
- Oi, olha me desculpe, não sei como falar.
- Sim, pois não.
- Chato isso, mas eu preciso falar.
(Fiquei curioso, o que uma criatura linda poderia querer comigo?)
- Eu percebi que você está com um exemplar do livro de redes sociais e mídia interativa.
- Sim, esse aqui. - Mostro o livro.
- Pois é, esse mesmo. É que... Bom, é o único exemplar que tem disponível aqui e... (Sem graça)... Nossa, tô nervosa.
- (Tentei acalmar) O que foi? Pode falar, não mordo não. (Ri para quebrar o gelo).
- Eu vou fazer um trabalho na faculdade e precisava desse livro. Meu Deus, desculpa.
(Eu queria rir do jeito dela)
- Tá certo... Olha, esse exemplar eu encomendei, mas a gente pode discutir o destino dele.
(Ela me olhou intrigada)
- Como assim?
- Vamos lanchar juntos e discutimos se dou ou não para você esse exemplar.
- Hãm!!!
- Ei, preocupa não, sou uma boa companhia e você tenta me convencer porque eu devo ceder esse livro para você, pode ser?
(Ela ficou desconcertada, mas...)
- Me deixou sem graça, mas aceito a proposta sim.
- Tá valendo então.
Paguei o livro e saímos juntos da livraria. Foi o nosso primeiro passo.
-
Entrei na rua da sua casa e a vi logo, parada em frente a garagem fechada. Ela estava com os braços cruzados, com cara de irritada. Eu estava feroz, com vontade de chutar a barraca inteira mesmo. Parei o carro. Ela ficou me olhando e suspirei alto quando a vi ali do meu lado. Sai do carro. Me aproximei dela com cuidado, ainda tonto, o meu cabelo estava grande e balançava com a brisa fria. Ela não mudou um milímetro da sua posição e com os cantos dos olhos me mirou até me aproximar por inteiro.
Suspirei fundo e nos encaramos. Os olhos estavam borrados pelo rímel, como tivesse chorando, podia ver as faces extremamente rosadas, o nariz um pouco inchado e ela mordia os lábios. Convalesci diante da sua verocidade, mas tão atenuada pelo abatimento, com um certo torpor emocional.
ELA - Não devíamos mais no ver, sabia?
Falou, quase murmurando, com a voz embargada.
ELA - Quero dominar a situação e não ser dominada, isso nunca me aconteceu.
EU - Não fiz nada de que me arrependesse é a única coisa que posso dizer. Eu tô dependente de você, tô carente de você e não queria ser ignorado, só isso...
ELA - Seu idiota!!! Ciúme bobo, eu devia mandar você de volta pra sua casa... Não havia necessidade de me humilhar na frente dos meus amigos, posar de machão e dizer que eu sou sua e de ninguém mais, sendo que já provei tanto à você.
EU - Não me acostumei à isso. É tudo novo, eu já te falei, eu te falei. Fui bruto, porque sou bruto... Ver você tão solta, sendo que pelo menos dois caras ali você já tinha ficado.
ELA - Foda-se!!! Eu estou com você, não mais com eles. É difícil entender isso porra!!!
Me calei. Olhei para os meus tênis, funguei o meu nariz e senti o vento ficar mais frio. Balancei a cabeça e me censurei por ter agido tão mal. No fundo eu sabia que ela tinha razão. Ela provou que me amava no quarto passo, na frente de uma delicatesse.
-
Saímos do estabelecimento e nos dirigimos até o estacionamento. Tava escuro e ficamos sorrindo um para o outro. Ela encostou no meu carro de frente pra mim e me olhou de uma forma mais atrativa.
- O que faz? - Perguntei.
- Quase nada, só curiosa. - Disse.
- Curiosa com o que?
- Como viemos parar aqui, olhando assim um para o outro e imaginando o que fazer.
- Ah, sinceramente?
- Sim.
- Ok, apenas nos conhecemos de maneira inesperada, falamos longamente de assuntos que nos interessa, temos algumas coisas em comum, você ganhou um livro que era quase meu, gosto de você... e... Humm...
- Sim, tem mais?
- Me ajuda que acho que tem. - Provoquei.
Ela me olhou tão próxima, abriu os lábios e senti o convite. Encostei minha boca na sua e nos entregamos num beijo chupado e espetacular. Devorando língua e dentes. Trouxe próxima ao meu corpo e alisei suas costas. Nos entregamos a beijos gulosos e pude sentir seu calor fluir no meu corpo. Há tempos não tinha esse tipo de apuro de pele.
-
Finalmente ela se desarmou, deixou os braços cair e virou de costas pra mim. Seus cabelos estavam soltos e esvoaçavam ao vento. Olhei para o céu da madrugada e as nuvens estavam pesadas, iria chover a qualquer momento. Seria a noite perfeita para uma despedida definitiva. Com corações partidos, choros, gritos e todo o drama possível que um amor sem freio precisa.
"Tudo isso é uma grande besteira", pensei.
Tirei a pecha triste do meu seblante, fui até o carro, abri as portas, liguei o som dele e dei play na minha trilha favorita. "So here, we are", Bloc Party. Deixei o som na altura média. Ela parou de caminhar, virou o rosto de lado e reconheceu a melodia. Voltei minha atenção para ela. Me aproximei.
EU - Já que vai terminar tudo mesmo, ao menos me dê o direito de lhe dar a despedida que sempre quis dar para uma mulher.
Ela se virou para mim.
EU - É tudo tão simples, tão mais fácil e complicamos tudo. Eu sei que foi culpa minha. Mas deixa eu ao menos fazer pela última vez aquilo que sempre quis fazer se me encontrasse num momento como esse, tão fudido com uma mulher que ainda amo muito.
Ela me fitou, olhando nos meus olhos e via claramente a sua incredulidade.
ELA - O que pensa que está fazendo? Quem você acha que é? Deus?
EU - Não, sou apenas alguém que fez uma besteira e que sabendo que não vai ter volta precisa fazer algo que ao menos amenize...
Me aproximei rapidamente e cheguei perto dela. Ela tentou num impulso se afastar e segurei um dos seus braços, sem força, apenas com a medida de não impedi-la de fugir de mim.
ELA - O que pensa que vai fazer...
Antes que concluísse colei o meu corpo no dela e encaramos olhos nos olhos. Ela deixou um brilho passar para a minha retina e a música atingiu o ápice. Colei minha boca na dela, os primeiros pingos da chuva começaram a cair.
Ela permaneceu imóvel e articulei meus lábios no dela, que não resistiram e se abriram para mim. Começou devagar, comprimindo carne com carne, ódio se misturou a paixão e tudo parecia um sinal de impetuosidade sagaz, destruidora, devassa. A chuva caiu sobre a cidade e ela comprimiu minha boca e abriu os olhos.
ELA - O seu carro está com as portas abertas.
EU - Foda-se. (Continuando a beijá-la).
ELA - Não, vamos para dentro feche o seu carro.
Corri no meio da chuva, fechei o carro e voltei até ela.
ELA - Sem abrigo, só nós dois.
Nos agarramos de novo. Estávamos encharcados e o tempo era vazio, vago, dissimulado e bom o suficiente para nos deixar únicos.
Ficamos no canto do muro da sua casa e na contraluz da luminária do poste o rajar do brilho da chuva, como poesia visceral. Beijamos intensamente, e machucamos nossas bocas e pele. Ela arrancou minha blusa e abri sua camisa. Ela mordeu meu pescoço e colhi carinho em seus seios. Desci minhas mãos pela suas costas e ela cravou uma das suas mãos no meu membro, sobre a calça.
CONTINUA...