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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Fragmentos pop: CISNE NEGRO - Obrigatório

Veja o trailer no final do texto:


Fazendo as vezes de internauta ligado em cultura pop, acompanhei recentemente as nominações dos indicados ao Oscar deste ano, depois vi que São Paulo, na comemoração de seu aniversário, dia 26/01, ainda é a minha cidade xodó, até mesmo porque nasci no interior (uma cidadezinha fronteiriça chamada Ipaussu). Nesses fragmentos de textos, onde busco dar uma pincelada no que vi na net nas últimas horas, apenas deposito aqui no espaço do meu blog o que me chamou mais atenção, portanto, não seja ranheta e acompanhe só do modo como eu vi. Esse preâmbulo textual para comentar sobre o filme "Cisne Negro" (Black Swan)que deve estrear no Brasil dia 04 de fevereiro. Talvez o papel da vida da atriz Natalie Portman, que nunca esteve tão linda, graciosa e enfrentou um treinamento duro e crível para interpretar uma dançarina de balé que passa por uma crise existencial sem precedente.

Um dos filmes mais bonitos que vi nos últimos anos, do cuidado de ângulos e closes, com uma filmagem que embarca na história como uma peça de cheia de tramas, de bela fotografia, reluzente com a modernidade e a delicadeza, num trabalho de direção espetacular de Darren Aronofsky, em plena forma e no ápice da criatividade artística, não por menos o filme é uma obra prima.

A história é simples, Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).

Essa pressão sobre ela acaba desnudando uma personalidade complexa, em conflito com a mãe, onde Nina deixa ser levada por um fantasma interior (ou não?) que a deixa com cicatrizes, não só físicas, mas psicológicas.

A sua relação ambígua e homoerótica com a sua concorrente Lilly acaba levando-a a uma vértice de emoções desencontradas que coincide com os ensaios e a véspera de estrear um poderoso espetáculo de dança que pode ser o grande clímax da sua carreira artística, resta a ela, Lilly, tentar sobreviver a tudo isso.

Um filme que pode ser incômodo, mas nunca cansativo, pelo contrário, cativa e impressiona, ainda mais quando tem uma atriz que está tão a vontade num personagem complexo. Natalie Portman é "Black Swan".
Pelo menos várias sequências se tornarão clássicas e inesquecíveis, duas delas são impressionantes: a da dança dentro de um clube noturno e a transa homossexual entre Nina e Lilly.

"Cisne Negro" foi indicado a 5 Oscars esse ano (Filme, direção, atriz, fotografia e roteiro).


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Contagem regressiva para "Watchmen - O filme"


Ano que vem eu já tenho um filme visado e que deve ser o meu xodó, assim como foi "Batman - Cavaleiro das Trevas" esse ano, a adaptação feita pelo diretor Zack Snider do clássico dos quadrinhos da década de 80, "Watchmen", escrita pelo "monstro" britânico Alan Moore e desenhada pelo incrível Dave Gibbons. Lançada no Brasil pela primeira vez em 1987 em uma maxissérie de 6 edições (Watchmen/Editora Abril) - originalmente foi lançada lá fora em 12 edições. A HQ é memorável e apesar de ser lugar comum, foi a que melhor conseguiu transpor para a realidade, da sua forma, o que aconteceria se o mundo tivesse super-heróis. A premissa é fantástica, o desenvolvimento é laborioso e funciona como um quebra-cabeça, cujas peças não são aleatórias, mas tem sentido e se completam harmoniosamente.

O roteiro de Alan Moore é incrível, pois ele consegue dar vida aos personagens criando dramas individuais que almagamam entre si, num círculo de relações que tem o mito do herói como motivação para os personagens, que depois se completam em uma história cheia de reviravoltas, flash-backs (essenciais para contar as origens), interlúdios inesperados. A narrativa é de um crescento magnifíco, pois liga a morte de antigos heróis a uma conspiração que reúne alguns super-heróis, enquanto o Estados Unidos está a beira de uma guerra contra a antiga União Soviética - não esqueçamos que a série foi lançada antes da Perestroika e ainda havia o ranço da guerra fria americana/soviética. Os traços de Gibbons casa perfeitamente com a história, seja na distribuição cinética da ação ou nos enquadramento dramáticos - a distribuição das páginas é fantástica.

Pois é, e pensar que a HQ, que é uma obra-prima, parecia ser inadaptável para a telona. Pois o diretor Zack Snider que tem dois filmes bacaníssimos no currículo -
"A Madrugada dos Mortos" e "300" - a adaptação da obra de Frank Miller, "300 de Esparta", aceitou o desafiou e vem desde o ano passado filmando "Watchmen - O filme", com toda a pompa e circunstância que merece, ou seja, o diretor está seguindo rigorosamente as revistas, com detalhes minuciosos. Quem acessar o site oficial do filme pode acompanhar o desenvolvimento da produção, com os cenários, atores, figurino e ver representações de cenas que ficaram marcadas na cabeça dos fãs.

A mais completa revista de cinema do país, a SET, que eu não considero melhor e nem pior, mas a que possui mais diversidade de matérias e exclusivas, estará lançando quatro capas especiais referentes ao filme - que podem ser vistas aí embaixo, no site do filme (que proporcionou um merchand espetacular para a revista) ou ainda no blog do editor-chefe, o jornalista nerd Roberto Sadovski,
Kapow. O barato é ver que os personagens ganham vida nas fotos e deixam uma expectativa muito grande sobre o potencial do filme. O trailer é fantástico e já assisti inúmeras vezes.

Vale ressaltar que o trailer tranquiliza os fãs quanto a origem do personagem Dr. Manhatan (o azulão), considerado pelos fãs (o que me inclui) muito difícil sua adaptação para o cinema - porém com a evolução dos efeitos digitais, hoje ficou mais fácil e Snider apresenta uma amostra memorável do mais incrível super-herói dos Watchmen.

Confira as capas (e se o teor e as promessas do editor referente ao material a ser apresentado na revista corresponder, vale muito a pena):