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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ZÊ & MAR


É só recordatório familiar...

Difícil imaginar um tempo sem você...
Um sorriso escondido que não me encante,
Nos encantos íntimo que eu só eu sei.

Provocas onde me atinge por completo
Tinge o meu peito de vermelho rubro
Contorna meu cabelo com os dedos
E pede graça a cada olhar trocado.

Partilhas a emoção da dor da vida cotidiana,
Na mesmice das ações, das firulas das emoções,
Mas não esconde as lágrimas quando
Olhas nossas crianças e entende o que construímos.

Por viajar nos sonhos, te conduzo pela realidade
de nosso desejos
E sei que tudo vem no tempo certo.

Por mais que tenhámos enfrentados tantas duras,
injúrias, tempestades e pedras,
O que ainda permanece é minha admiração e amor,
pelos mesmos encantos seus que transformaram nossas vidas
há mais tempo que imaginávamos....

Com amor, do seu marido...


terça-feira, 27 de maio de 2008

Relação e sardas - Tomo II


Uma trilha para ajudar na leitura - Clique AQUI.

Havia sombra nos olhares furtivos que trocávamos em momentos de tensão. Soube chegar de mansinho e acariciar meu cabelo, ondulando os dedos em uma das minha têmporas. Sorriu com delicadeza e deixou sobressair um desejo de colo. Não poderíamos, de fato, ficar sós.

Sob a tez branca e sardenta desci os meus lábios, amaciei a sua nuca e ela respondeu com o corpo. Nos abraçamos e demos um tempo ao tempo.

Comunhão íntima, intríseca, macomunada com um pouco de redenção e muito de tesão. Colocamos as mãos entre si, enquanto nos encontrava como há vinte anos. Havia felicidade e sorrisos, beijos longos e olhares cândidos, a nossa trilha sonora sempre auvidava em nossas memórias com o soar gradual dos filmes românticos.

Corpos nus, olho no olho, a respiração compassada e um balé de reações químicas, com o calor e o suor.

Ela fazia dengo e eu lhe acariciava os ombros, sob a vista das sardas linda, que tomavam suas costas, com os cabelos caindo entre os meus dedos.

Pouco depois estávamos os dois abraçados, olhandos os filhos sobre as camas, dormindo como anjos. Havia ainda uma magia que insistia em não interromper e um vasto caminho de provações a surgir.

O muro que nos apontava um fim súbito, caía, tijolo-a-tijolo, e tínhamos forças para pertencer um ao outro, sem remorsos e dores.

A vida continua pregando peças e eu só tenho a aprender. Sorrio para ela quando vejo chegar, e brinco com os olhos quando a vejo partir e ela de soslaio faz um charme com a cabeça, pois sabe que estou vendo.

Ainda estamos juntos e únicos.