Uma mensagem a cada postagem. Um ser racional em conflito com a natureza aflitiva de querer viver, conhecer e se aventurar. É um mundo cruel, uma vida rápida, amigos passageiros e os filhos crescendo. Transmixxx - uma união de conceitos que pode representar nada ou alguma coisa. Quem decide essa dúvida? Eu mesmo. Leia e curta, é só o que peço.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Historieta: Antes que seja tarde
sábado, 17 de abril de 2010
Luz da Estrela - Momentos
Estive um tempo afastado do meu blog por motivos emocionais e de saúde. Uma torrente de situações ocorreram durante esses mais de trinta dias e que me ocuparam mente, corpo e espírito. Tive que aprender duras lições sobre a vida e como anda minha saúde neste momento em que já sinto uma transformação me levar para um lado que lia somente na histórias curtas de Bukowski. A tormenta de querer viver no limite programado nem sempre é viável, pois um ou outro detalhe transforma tudo e se eu não tivesse estrutura emocional teria perecido sem aviso.
Estou doente...
Descobri que a minha vida já está em contagem regressiva. Meu relógio da vida entrou no cronômetro. Isso me assusta, pois sei que ainda tenho muito o que fazer, ensinar, aprender e escrever, criar, transformar o mundo, o meu mundo. Filhos, família, amigos.... Pessoas que vem e vão. Incrível como cada coisa que antes parecia banal ou indiferente ganha seu valor.
Há vinte dias sofri um stress tão intenso que contrai uma gastrite crônica que me levou a dores lacinantes, intensas. Não dormia, não comia, só bebia água, leite gelado e comia biscoito de maizena. Sensação de derrota constante. Agonia e dor, insônia e a constante música no meu fone de ouvido - a melodia das minhas canções favoritas aliviavam, ainda que pouco as contrações da ardência estomacal.
Deitado na minha cama, ao lado da janela que ficava aberta podia ver nas madrugadas de sofrimento as estrelas, sentir o vento e rever rostos, situações e buscar minhas melhores lembranças.
Difícil, mas ver os filhos em volta e sorri com as coisas que fazem é ver que há vinte anos nunca me imaginava assim, PAI. Um roqueiro, criado em meio a bagunça dos anos oitenta, desorientado, aluno medíocre no ensino médio e um geniozinho da cultura pop, fanático por quadrinhos, cinema, literatura e música, muita música. De repente ver que eles são ótimos alunos e gostam - nas devidas proporções - das mesmas coisa que eu na juventude (afinal são versões melhoradas da matriz, EU). Não existe maior recompensa e orgulho.
Era um pensamento de conforto quando a crise de dor aumentava e queria gritar. As dores me atingiam a parte inferior direita do estômago e passava por uma cólica desgraçada. Tinha medo de câncer e nunca fiz nada para merecê-la. Não fumo, não bebo, mas tinha o stress, tão intenso dessa vida de jornalista e empresário, resolvendo todos os dias um gerenciamento de crise. Podia sentir na boca o gosto amargo da doença, a ausência da saliva, os olhos fundos e os gemidos que eu dividia com a música.
Senti dores e muita queimação no abdômen, azia, falta de apetite, náuseas e também vômitos, sangramento na digestão. Ainda assim trabalhei, mantive os compromissos e sempre mantive prestativo aos meus amigos.
Nesse passar de tempo tive alívio emocionais e conversas com uma amiga que me ensinou a ver a vida com outros olhos.
Em certos momentos o psicológico fez mais efeito do que as medicações que tive que tomar. Uma felicidade momentânea que me dava forças.
Sarei.... Mas...
Mas o pior de tudo foi ter me motivado a romper uma realidade por causa de uma relação intensa de amizade que estava quase sem regras, por achar que seria melhor. Queria me afastar de uma pessoa linda por saber que enfrentaríamos problemas futuros, mas fiz da maneira mais tola e absurda.
Não poderia ter agido como agi. Em conversas longas, doloridas, choros e raiva, aprendi com ela que somos melhores juntos, mas dentro da coerência de nossa relação, sempre deixando em evidência nossos melhores momentos.
Não vou escrever mais sobre isso, é pessoal e ainda estamos curando feridas - que eu criei -. Mas rascunhei apenas para citar a letra de uma música que ela me apresentou, "Starlight", do Muse. A música é linda e a letra representa tudo, é um compêndio de sentimentos que eu sinto por ela... Traduz perfeitamente toda a sensação de busca, proteção e desejo que alimentei. A combinação das palavras com a melodia, o tom confessional, parece a nossa história, a minha história com ela.
Não poderia de deixar de registrar isso, ainda que seja um registro que explique a minha ausência e o meu tormento com uma doença que me mina quando ataca. Ao amor que dediquei nesses meses e dias a ela, deixo o registro da música (vídeo) e da letra (logo abaixo, com tradução).
STARLIGHT
Far away Para longe
The ship is taken me far away O navio está me levando para longe
Far away from the memories Para longe das memórias
Of the people who care if I live or die Das pessoas que se importam se eu vivo ou morro
Starlight Luz da estrela
I will be chasing the starlight Eu vou perseguir a luz da estrela
Until the end of my life Até o fim da minha vida
I dont know if it's worth it anymore Eu não sei mais se isso vale a pena
Hold you in my arms Segurar você em meus braços
I just wanted to hold Eu só queria segurar
you in my arms Você em meus braços
My life Minha vida
You electrify my life Você eletrifica minha vida
Lets conspire to ignite Vamos conspirar para acender
All the souls that would die just to feel alive Todas as almas que morreriam só para se sentirem vivas
But I'll never let you go Mas eu nunca deixaria você ir
If you promise not to fade away Se você prometesse não desaparecer
never fade away Nunca desaparecer
Our hopes and expectations Todas as esperanças e expectativas
Black holes and revelations Buracos negros e revelações
Our hopes and expectations Todas as esperanças e expectativas
Black holes and revelations Buracos negros e revelações
Hold you in my Arms Segurar você em meus braços
I just wanted to hold Eu só queria segurar
You in my arms Você em meus braços
Far away Para longe
The ship is taken me far away O barco está me levando para longe
Far away from the memories Para longe das memórias
Of the people who care if I live or die Das pessoas que se importam se eu vivo ou morro
And I'll never let you go Mas eu nunca deixaria você ir
If you promise not to fade away Se você prometesse não desaparecer
never fade away Nunca desaparecer
Our hopes and expectations Nossas esperanças e expectativas
Black holes and revelations, Buracos negros e revelações,
YEAH! YEAH!
Our hopes and expectations Nossas esperanças e expectativas
Black holes and revelations Buracos negros e revelações
Hold you in my Arms Segurar você em meus braços
I just wanted to hold Eu só queria segurar
You in my arms Você em meus braços
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Problema de encaixe na vida

segunda-feira, 12 de maio de 2008
DIAS IGUAIS...

sábado, 22 de março de 2008
A escrota

Porto Velho é uma cidade escrota. Quase todo mundo do Sul e Sudeste acha que ela fica em Roraima (RR), como os telejornais gostam de citar, em casos de lapso. Eu morro de rir quando vejo um William Bonner (Jornal Nacional/Rede Globo) ou Carlos Nascimento (Brasil Urgente/SBT) se referirem errado a capital de RONDÔNIA (RO), mas, enfim, apesar de ver a revolta de quem nasceu aqui ao deparar com um erro grotesco dessa natureza, tenho que escrever obrigatoriamente que Porto Velho é uma cidade escrota.
A capital centraliza a sua economia no salário do funcionalismo público e diante da sua fauna habitacional existe um abismo gigantesco entre a elite e a marginália, como ocorre em grandes centros, mas o diferencial e que essa dualidade social vive próxima demais, por isso mesmo o índice de violência é surpreendente - que o diga a zona Leste da cidade, o perímetro mais violento da região.
A olho nu a visão romântica que posso tirar de morar há mais de trinta anos aqui é a praticidade de alguns prazeres de consumo da cultura pop - leia-se revistas (Histórias em Quadrinhos, é claro), livros, cinema, CDs e amigos bem particulares.
Se encontro quase tudo que necessito para o meu deleite de colecionador de "gibis" na Revistaria Central, posso ater o meu consumo literário com um livraria no Aeroporto, onde lançamentos recentes se misturam a coletâneas. Como "rato" de sebo, ainda posso recorrer à Central, onde tem um sebo de livros, DVDs e CDs muito, muito interessante.
Até a chegada dos dois shopping centers monstruosos que devem ser inaugurados até o fim desse ano, dá para se contentar com os dois únicos cinemas da cidade, o Cine Rio e o Cine Veneza. Quebra um galho, mas nada de extraordinário. A programação de filmes ainda é muito infeliz. Apenas blockbusters, comédias, infantis e outro tanto de filmes românticos.
Mas o interessante é o universo de perdição que pode ser encontrado na cidade. Se de um lado você pode vislumbrar a fascinante história da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, onde há uma guerra velada entre os cultuadores da velha "maria-fumaça" e o modernos restauradores de patrimônio, de outro o ar moderno está em uma grande concentração de veículos e o inchaço da população na parte central, ainda que a cada ano surja invasões que se transformam em novos bairros periféricos.
Ah sim, tem as usinas do rio Madeira, que devem elevar o nível de vida da capital. "O horror, o horror", como diria o personagem de Marlon Brandon no filme "Apocalypse Now", de Francis Ford Copolla. Elevar no caso seria aumentar os problemas corriqueiros de intolerância social entre a marginália e a elite, para um nível desproporcional e ainda sem medição perspecto-futura. Só vivendo no tempo certo saberemos o que de fato significa uma cidade cercada por usinas e shopping centers.
A olho nu, vejo que estaremos na rota do consumo empresarial e na medição lucrativa das médias e grandes corporações, que enxergarão em Porto Velho como um novo e renovado Eldorado.
Para mim, como jornalista e consumidor ativo de cultura pop, creio que teremos anos de grande revolução. Se será positiva, definitivamente só o tempo poderá esclarecer.
Mas que Porto Velho é uma cidade escrota, ah, isso é sim.
sábado, 15 de março de 2008
Um tema para cada momento
As lembranças são motivadas por emoções variadas, as nostálgicas são quase sempre as melhores, pois trazemos amigos, momentos, vitórias e decepções para o campo de visão sensorial. Eu sempre vou colocar um fragmento de frase que eu poderia definir como um epitáfio e serve como um prazer intenso para me colocar nesse momento: "a brisa fria que entra pela janela, no fim da tarde".
Não tem jeito, vez ou outra, em textos mais emotivos ou nostálgicos, essa frase sublima minha inspiração (não mais tão inspirada). Portanto me perdoe se ela parecer vez ou outra em alguns textos e você ter aquela sensação de que já leu isso em algum lugar, definitivamente sou eu divagando em segundos e retratando isso com "a brisa fria que entra pela janela, no fim da tarde".
Esse é um tema recorrente que permeia meu gosto musical e que sem perceber contamina minha visão romântica de uma vida que sempre busquei.
O que segue abaixo é um momento idílico de uma linda fase que passei e superei, mas tá guardada na minha memória como uma brisa fria que entra pela janela, no fim da tarde. (Heheheheeh... Me desculpe, foi inevitável)