Nada, porém, é feito sozinho e uma equipe acirrada e compactuada no mesmo propósito acaba sendo precisa e ideal para um jornalista como eu.
Os momentos de impacto causados pela profissão a coloca à prova como uma questão de risco de morte. Seja no stress diário - ainda mais trabalhando com informação on line (em tempo real) - ou nos cuidados administrativos. Conciliar o empresário com o jornalista, digo, com toda força, é cruel e não é para muitos, mas o carinho e o amor que tenho pela profissão que abracei me faz caminhar para a luz da vida.
Presto atenção em tudo que acontece em minha volta. Seja pela curiosidade nata ou pelo simples fato de querer conhecer aquilo que me é desconhecido. Os desejos, gracejos, comportamento humano diante do conhecimento é uma paixão que tenho ao observar, apenas (eu tento, juro) observar. Admiro pessoas criativas, impulsivas, rebeldes e inconformadas, pois tudo depende do contexto social em que se enquadra, mas a natureza humana é uma só e ela busca apenas uma coisa: sobrevivência.
A rede social digital que permeia esse novo século como uma chave mestra da interação intuitiva entre as pessoas me trouxe experiências doloridas (na época da faculdade foi bem difícil) e outras maravilhosas. Engraçado como se aprende com os erros e o sábio não as comete três vezes, só duas (Hahahaha, piada interna do coração). Nesse ano eu tive o prazer de conhecer o Twitter e me apaixonei, literalmente, por essa ferramenta de interação social digital. Escrever 140 caracteres e concisar com extrema precisão seu pensamento, momento, neura factual, como um microblog que serve de consciência individual e coletiva (afinal você precisa de seguidores e seguidos) foi um achado muito importante. E olha que, por vezes, sou prolixo. Mas a importância que me trouxe o Twitter não foi me tornar apenas um navegante calmo por águas tranquilas. Tinha que fazer, acontecer e mexer. Sou um contumaz usuário e "fuçador" de informação digital e a ferramenta do passarinho me possibilitou sair da redação, do meu ambiente 6x4, cheio de computadores e informações a serem processadas, para abrir um caminho de desbravador.
Sempre olho com carinho para as pessoas que de alguma forma surgem e transformam a minha vida em algo mais palpável, em pura adrenalina. Graças a minha vida social na redes digitais e a frente de um jornal eletrônico (com informação on line, em tempo real) fui chamado pelo @fredperillo a participar de um evento chamado iNeo, onde um cara da qual sou muito fã, um tal de @marcelotas iria mediar uma das mesas onde eu faria um debate sobre redes sociais. Fui sem estar com uma linha escrita, apenas com a experiência de vida, acadêmica e profissional, e falei com paixão das coisas que me motivaram a participar do evento. O segredo, no caso, foi ser sincero com as palavras e as motivações por que escolhi minha profissão, um estilo de vida e me tornei empreendedor. Sabe qual foi o grande barato? Falar para aqueles estudantes e profissionais da comunicação que sonhar é preciso, mas fazer acontecer um sonho demanda trabalho, aprendizado e dedicação. Minha últimas palavras na palestra foram: "Não se acomodem com o que está aí no mercado de trabalho quando sair da academia, criem. Gente, criem e façam acontecer, não se abatam diante das dificuldades, pelo contrário, adquiram forças e sigam sempre em frente".
Esse foi um momento onde me senti útil e um verdadeiro herói. Me perdoe a falta de modéstia, se assim a ver necessidade. Fui procurado depois, conversaram comigo. Parece que o mediador, @marcelotas também gostou. Tanto, que fui mencionado inclusive no iNeo que ocorreu em Rio Branco (AC).
E o Twitter foi o causador de alguns dos melhores momentos da minha vida neste ano. Pude seguir e ser seguido por pessoas lindas (e outras nem tanto, uma minoria e que já mereceu o devido unfollow), que ainda estou aprendendo a conhecer e vivenciar. Mas eu pude desbravar uma rede onde circulava pessoas da mesma cidade e que poderiam trocar idéias, informações, links, referências literárias, musicais, acadêmicas e, por que não, de vida. Com essa interação pude conhecer através de dois eventos de suma importância gente notável e que usa a criatividade para viver. Não poderia deixar de participar dos #twittercontro II e III (não participei do primeiro, infelizmente) sem estar apto a trocar carinho e informação com gente inteligente, sagaz na busca de saber e conhecer. Rostos que eram avatares se transformaram em gente de carne e osso, que ri, brinca, conversa e dança. Mencionar cada uma delas aqui seria uma pretensão capaz de provocar injustiça - pois de alguma forma esqueceria de mencionar alguém. Mas posso falar das organizadoras @Daianasouza e @beediniz. Mandaram super-bem. Da mesma forma que elas foram precursoras do ETC_RO_AC, versão local. Que é o Encontro de Twiteiros Culturais, um evento que ocorre em diversos pontos do Brasil com a intenção de discutir e abrir um debate sobre o uso do Twitter na comunicação, como forma de uso tanto na mídia corporativa como extensor digital de informação. Aqui em Porto Velho o evento ocorreu simultaneamente com Rio Branco (AC) e foi muito bom. Apesar do pouco público a discussão proposta entre debatedores, no caso eu e o meu amigo, filósofo e professor @vicentemarcal, e os presentes foi ímpar. A democracia da palavra foi presente e todos tiveram oportunidade de expressar suas idéias sobre o uso da ferramenta, possibilidades, limites e regras (existem, de fato, limites e regras?).
Foi um ano extraordinário, mas que serviu como uma espécie de embrião para algo maior e melhor para 2010. Sinto que a revolução proposta pelos agentes midiáticos da comunicação digital está aflorando a cada momento e, claro, como muitos, quero estar participando dela. Vejo gente amiga que se propõem a estar no pelotão de frente, a comandar uma massa dispostas a transformar e acontecer não só na rede social digital, mas na rede social do lugar onde habita e mora, seja com ações de cidadania ou de prestação de serviço. Informar é uma obrigação social e cabe ao agente da comunicação ter responsabilidade com o conhecimento que quer passar.
Em 2009 prestigiei meus velho amigos, fiz novos e perpetuei os meus amores. Tudo parece passar tão rápido e as oportunidade vão surgindo, se você não agarrar elas com unhas e dentes, pode perder o bonde da história andando e depois se arrepender. Faça por merecer aquilo que construiu, sem desrespeitar os princípios que acredita e agregue novas conquistas - entre elas, amigos.
Foi um ano de trabalho, muito trabalho e de partilha. Conhecer gente criativa e tão jovem, me deu a esperança de prosseguir a interagir com elas e aprender junto. Conhecer mais, como eu digo, nunca é demais.
Que venha 2010, com o propósito de alimentar a revolução que cresce a cada dia.
P.S.: Agradeço o carinho e a confiança da ("chuc chuc") @Neumaoli, da @carlinhamatos e da @beediniz por permitirem que eu seguisse e tecesse comentários em seus blogs maravilhosos. Próximo post eu falo dos blogs que acesso.