Ilustração de Frank Miller (Batman - O Cavaleiro das Trevas)Uma mensagem a cada postagem. Um ser racional em conflito com a natureza aflitiva de querer viver, conhecer e se aventurar. É um mundo cruel, uma vida rápida, amigos passageiros e os filhos crescendo. Transmixxx - uma união de conceitos que pode representar nada ou alguma coisa. Quem decide essa dúvida? Eu mesmo. Leia e curta, é só o que peço.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS – Uma nova forma de adaptar heróis de quadrinhos
Ilustração de Frank Miller (Batman - O Cavaleiro das Trevas)sexta-feira, 20 de junho de 2008
CRÍTICA – “Onde os fracos não têm vez”, em cartaz no Cine Veneza, traz essência do western moderno
INCRÍVEL - Com um atraso de seis meses, finalmente, entrou em cartaz no principal cinema de Porto Velho o filme que ganhou nas principais categorias do Oscar. Desculpe a discrepância, mas a imagem mais clara possível que eu tenho da sujeira barroca do filme dos irmãos Ethan e Joel Coen é o espaço aberto, apresentado em panorâmicas dignas dos westerns spaghetti do mestre Sergio Leone. Filmado no Texas, o filme “Onde os fracos não têm vez” (No Country for Old Men) – em cartaz no Cine Veneza, às 21h00 -, baseado no livro de Cormac McCarthy, dos irmãos Coen, é o suprasumo do chamado western moderno, onde ação e personagens se digladiam em vista de um interesse comum, com propósitos questionáveis e visão singular sobre a tolerância humana diante do mito e a realidade.
À primeira vista o cinema dos Coen, nesse filme, se torna absoluto e auto-referente, postulando uma sólida esquematização de estilo que faz eco nos policiais que beiram o inusitado e o real – claro, da maneira particular dos diretores. Como assim fizeram no brilhante filme de estréia “Gosto de Sangue” (Blood Simple/1984) e encontrou a formatação perfeita em sua obra prima, “Fargo” (Idem/1996).
A singularidade de “Onde os fracos não têm vez” fica centrado inteiro em forma, com um estilo que homenageia claramente o diretor italiano e mestre do cinema barroco, Sergio Leone. A primeira hora inicial do filme com a apresentação da situação central e os personagens é absolutamente brilhante, com a câmera despejando panorâmicas em uma paisagem árida, desértica, suja de terra e calor sufocante. Onde encontramos a veia nervosa de um assassino meticuloso e ensandecido, Anton Chigurh (Javier Bardem, brilhante) - foto -, sendo conduzido a uma delegacia junto com um estranho instrumento de morte, um tanque de ar comprimido e uma pistola de pressão - que logo é mostrado como funciona.
Em seguida surge o soldador Llewelyn Moss (Josh Brolin) caçando cervos no deserto, utilizando uma mira telescópica e um binóculo. As imagens deixam a duplicidade da seqüência em mostrar os dois personagens em pontos díspares das eficiências correspondentes que são dirigidas em seus modos de viver. Enquanto o assassino Anton é o melhor no que faz, sem ser propriamente legal aquilo que faz de melhor, Moss é inábil quando erra o tiro no cervo, mostrando a realidade de sua falha.
Há dois pontos discutíveis, a do mito, quase super-humano que transforma a sanha assassina do personagem de Javier Bardem em uma engenharia degradante de violência e precisão, e a do homem real, de Josh Brolin, que se mostra falível, quase patético, em tentar mudar a vida de forma imprecisa e arriscada, onde as conseqüências podem ser medidas pelas suas atitudes e decisões – quase sempre erradas.
São esses dois personagens que se tornam perenes e dignos da procura do velho delegado Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones, envelhecido), que de forma assustada e desiludida acompanha a trajetória dos dois homens, cada um abrindo caminho à sua maneira, na medida em que tenta solucionar o caso da melhor forma possível, sem que isso atinja o maior número de inocentes na história. O que, no decorrer do filme, vai se mostrando um trabalho praticamente impossível.
Assim como o mito que precede os clássicos dos westerns, existe uma procura, uma perseguição, um vilão e um mocinho, porém nem sempre essa equação se adequa de forma combinada, as razões não definem, de fato, quem são os vilões e mocinhos, pois a transitoriedade do tempo em relação aos valores do homem acaba por equiparar as motivações e conseqüências. Aqui, os irmãos Coen encontram um equilíbrio evolutivo no livro de Comarc, onde os personagens são talhados sem arquétipos óbvios, mas intensos em seus propósitos.
O soldador Moss,após não conseguir acertar o cervo, caminha pelo deserto e encontra um rastro de sangue, descobre ser de um cão, segue o caminho e sem querer encontra um agrupamento de camionete abandonadas e alguns homens, que parecem ser traficantes, mortos ao redor dos veículos. Através de dedução ele descobre um grande carregamento de cocaína em uma das camionetes, depois de falar com um sobrevivente à beira da morte,segue os passos de outro possível sobrevivente ao massacre, até encontrá-lo morto sob uma árvore com uma mala contendo 2 milhões de dólares. Ele pega a mala, algumas armas e vai até o trailer onde mora.
Porém, Moss resolve voltar depois ao mesmo local e acaba sendo descoberto por outros traficantes que dão início a uma perseguição que acaba conduzindo o soldador a uma fuga desesperada com a mala recheada de dinheiro. Ele marca um ponto de encontro em uma cidade fronteiriça com a esposa para tentar despistar o seu paradeiro. E segue direto para fronteira com o México. No encalço dele o assassino Chigurh, contratado para recuperar o dinheiro, segue uma trilha onde o que não falta são corpos ou emissões de suas observações - pautadas por diálogos provocativos.
Enquanto Moss segue cambaleante o seu caminho direto até a fronteira tentando de toda forma despistar seus algozes perseguidores – ele até o momento não sabe que somente um homem vem à sua procura.
O delegado Tom Bell então acompanha simultaneamente os dois caminhos, onde acaba descobrindo uma ligação por causa da mala de dinheiro de posse de Moss.
Nessa trama surge outro perseguidor, Carson Wells (Woody Harrelson), que pouco acrescenta a história, mas tem um encontro memorável com Anton.
O momento que eclode, em um ótimo clímax, é o tiroteio entre Moss e Chigurh, que acaba gerando conseqüências abrasivas para os dois lados. Enquanto o soldador consegue cruzar a fronteira e esconder a mala, tenta buscar socorro para que seja salvo do tiro que levou na costela. Já Chigurh, ferido na perna, acaba ocasionando uma explosão para assaltar uma farmácia e pegar os medicamentos.
A partir desse ponto fica claro que os irmãos Coen propõem uma dualidade entre os dois personagens e que encontra momentos de reflexão nas palavras duras do delegado Tom, quando se depara com o resultado da perseguição de “gato e rato” entre os dois personagens com cenas de crimes e um rastro de corpos. A desilusão com que encara a situação o leva a refletir sobre o lugar que vive, o meio e as intenções dos homens. Transgressão que evolui acima da normalidade, onde se criam histórias e lendas.
Com o filme os irmãos Ethan e Joel Coen (que escreveram, produziram, dirigiram e editaram) mostram de forma barroca a contemporaneidade da linguagem do western clássico com o moderno, tornando palpáveis personagens duros e falíveis. O ponto alto é a forma, a linguagem é seca, diálogos econômicos e imagens poderosas, com situações de riscos que parecem levar o espectador a um conflito de interação entre o abominável e a admiração.
Se por um lado o ator espanhol Javier Bardem, contemplado com um Oscar (melhor ator coadjuvante) pela sua irrepreensível atuação, conduz de forma magnífica o seu assassino meticuloso e frio, Josh Brolin faz com serenidade e absoluta entrega a vertigem fuga que leva o seu personagem a uma viagem sem volta ao carregar uma mala de dois milhões de dólares que não lhe pertence.
A condução da história peca por expor vários clímaxes e deixar para a contemporização as motivações que o delegado Tom Bel, em tom melancólico, tenta elucidar. “Onde os fracos não têm vez” é um filme desigual, um dos mais violentos dos últimos anos, que não deve agradar à todos e obteve uma trajetória vitoriosa. Foram mais de 50 indicações em premiações cinematográficas, entre eles: Cannes, Globo de Ouro, Bafta e Oscar, para citar os mais importantes. A crítica americana e inglesa o classificou de obra-prima. Eu acho que o filme é superestimado, tem seus momentos de brilhantismo e um dos finais mais anti-clímax dos últimos anos, o que talvez se justifique pela proposta dos diretores, revisitar os westerns, dando uma contemporaneidade em que os personagens, amorais, dão ênfase as suas buscas, com final nunca satisfatório, mas, aqui, no caso, brusco. Por fim, "Onde os fracos não têm vez" não é nada que ultrapasse apenas em ser um filme bem feito. Nada que comprometa a carreira dos irmãos Coen, que permanecem como os mais independentes cineastas do stablisment norte-americano, e isso não é pouco nos dias de hoje.
“Fargo” ainda permanece como a obra-prima dos irmãos Coen. Sem perigo algum.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Inadmissível diante de uma tragédia...





A revista "The New Travel Weely" fez um editorial de moda que extrapolou os limites do bom senso, colocando modelos com roupas sensuais e em poses do mesmo naipe nos escombros do terremoto. A revista foi lançada no dia 18 de maio, ou seja, quase uma semana depois da tragédia. Agora eu imagino como faz um ensaio fotográfico em meio ao caos que até hoje permanece na China. Que tipo de gente tem uma idéia "brilhante" como essa em utilizar uma tragédia dessa magnitude como pano de fundo de um editorial de moda? Tem que ter muita merda na cabeça e um coração desumano.
Avalie a situação de que são várias modelos em lingerie com bandagens ensangüentadas envoltas em algumas partes do corpo no meio dos prédios destruídos e ruínas, causados pelo terremoto. Não existe racionalidade humana que explique tal desatino.
Essa é a foto de abertura do editorial de moda:
Na época em que foram feitas as fotos a contagem de corpos era crescente e havia o desespero de milhares de pessoas em busca de amigos e familiares.
Segundo o G1 a revista chegou às bancas no dia 18 de maio, uma segunda-feira, coincidindo com o primeiro dos três dias de luto oficial pelos mortos do terremoto, e estava em circulação na cidade de Chongqing, que é uma província vizinha a Shichuan (a área que mais sofreu com o abalo sismíco).
A conseqüência óbvia era o fechamento da publicação por parte do departamento responsável na supervisão da imprensa, que presta conta ao governo de Chongqing, em vista até das manifestações da opinião pública, revoltada com o abuso. Que me perdoem os patrulhadores ideológicos de veneta, mas não é nem uma questão de liberdade editorial, a questão é RESPEITO.
Como bem descrito pelas autoridades, a "The New Travel Weely" violou severamente a "disciplina de propaganda" e batia de frente com a "moral social". Eu ignoro que as fotografias "tinham uma influência extremamente má na sociedade", como foi classificado pelo departamento, pois o negócio é imoral no conceito da má intenção e no absurdo da deflagração das imagens durante o caos. Altamente condenável.
O interessante é que a revista colocou uma nota no site institucional se desculpando pela gafe. "Gafe"????? Que "Gafe"? Foi um terrível erro de perspectiva social, emocional e editorial. Um desastre tão devastador quanto o próprio terremoto.
Na matéria veiculada no G1 esclarece que a empresa que administra a publicação demitiu o diretor, o editor-chefe e o vice-editor chefe, apontados como responsáveis pela "brilhante idéia" de aproveitar o momento da tragédia e serem "ousados" suficientes para publicar um material de alto impacto - na busca da catarse coletiva. Definitivamente conseguiram. Vergonhoso.
Confira um vídeo sobre a tragédia:
Fotos disponibilizadas da Associated Press e Reuters.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Relação e sardas - Tomo II

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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Um mundo particular de stress
Stress é uma palavra constante na minha profissão de jornalista, ainda mais como empresário e editor-chefe. A profissão, contam as pesquisas, é terceira mais arriscada do mundo, eu acredito que é o limite de risco da saúde quanto as condições psicológicas e físicas do profissional.No aparelho circulatório a adrenalina promove a aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia) e uma diminuição do tamanho dosvasos sangüíneos periféricos. Assim, o sangue circula mais rapidamente para uma melhor oxigenação, principalmente, dos músculos e do cérebro já que ficou pouco sangue na periferia, o que também diminui sangramentos em caso de ferimentos superficiais.
No aparelho respiratório, a adrenalina promove a dilatação dos brônquios(broncodilatação) e induz o aumento dos movimentos respiratórios(taquipnéia) para que haja maior capitação de oxigênio, que vai ser mais rapidamente transportado pelo sistema circulatório, também devidamente preparado pela adrenalina.
Quando o perigo passa, o nosso organismo para com a super produção de adrenalina e tudo volta ao normal. No mundo de hoje as situações não são tão simples assim e o perigo e a agressão estão sempre nos rodiando. Por isso a reação do organismo frente ao stress é de taquicardia, palidez, sudorese e respiração ofegante. Pode haver também um descontrole da pressão arterial e provocar um aumento da pressão à níveisbem altos, mas não siginifica que a pessoa seja
MEDIDAS PARA COMBATER O "STRESS"
O combate ao stress não é fácil, mas existem algumas medidas que aliviam e podem ajudar muito. Quaisquer que sejam as medidas indicadas, o reconhecimento do problema é o primeiro passo para a cura. A partir de então programe o que fazer, o importante é tentar e mudar.
Faça exercícios físicos ou pratique esportes regularmente. Abaixa a pressão e alivia as tensões causadas pelo stress.
Arrume um hobby ou um passatempo, isto ajuda a desviar a sua atenção e alivia o stress.
Controle a sua dieta, melhorando seus hábitos, diminuindo o consumo de bebidas alcóolicas e deixe de fumar. Ao contrário do que muita gente pensa estas atitudes não são estressantes mas, contribuem para a diminuição do stress.
Procure conversar mais com as outras pessoas, melhore o seu relacionamento, isto não vai curar mas alivia as tensões.
Procure sair de férias, se for possível, e deixe de se preocupar tanto."
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Relação e sardas

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sábado, 17 de maio de 2008
Frases e melodia indie

Vou deixar alguns links com vídeoclipes da banda disponíveis no Youtube, são duas gemas preciosas do álbum de estréia deles, "Other People's Problems" (2005). Quem tiver acesso a esse CD vai descobrir o potencial dos caras. O Blogspot Britshpoint (o link tá no primeiro parágrafo) diponibiliza o download do CD.
- All over this town
- Black and white