quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nova Ordem Mundial - N.W.O

Nos tempos de visionário e correspondente de guerra uma música ficava direto tocando nos meus ouvidos, era através de um walkman amarelo, da marca Sony. O ano era 1991, a CNN havia acabado de se tornar hit na TV mundial pela cobertura da primeira guerra EUA x Iraque - sob a égide de Bush "pai". A fita cassete era quase nova e mantinha sempre acoplada no aparelho para momentos de tensão e adrenalina.

Para lembrar um tempo em que três bandas comandavam a Nova Ordem Mundial do comportamento sensorial, à saber: Helmet, Sepultura e MINISTRY.

Abaixo, o vídeo monstruoso de N.W.O., do Ministry. Só para matar a saudade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

R.I.P. Wright - Pink Floyd



E não é que morreu Rick Wright, fundador e tecladista da melhor (
opinião pessoal, claro) banda de rock progressivo de todos os tempos (tudo bem que eu vá contrariar os fãs radicais de King Crimson e congêneres), PINK FLOYD.

Nas rodas de violão com aqueles nossos eternos grupos de amigos um dos hits que caía na boca da galera era clássica canção "Wish you were here" (faixa do disco homônimo, de 1975 - aquele da capa branca que tem um homem pegando fogo... Olha AQUI), e a voz da gravação original era do Rick e não do Roger Waters, líder e principal compositor da banda. Ou seja, queira ou não, para parte das pessoas que tiveram acesso a obra do PINK FLOYD sabe da importância do tecladista na banda. Obras maduras e essenciais comos "A Saucerful of Secrets" (1968), "Ummagumma"(1969) e "Dark_Side_of_the_Moon" (1973) são ímpares na discografia da banda e com arranjos de sintetizadores e teclados além do seu tempo.

Vale lembrar que do disco chave da década de setenta, o álbum do prisma (The Dark...), a voz da música-título era também de Wright, coisa rara diante do ego inflado de Waters, que sempre tomava a frente de tudo na banda.

Rick Wright morreu nessa segunda-feira (15) de câncer. 



wish you were here

pink floyd

Composição: David Gilmour / Roger Waters

So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

SEMIÓTICA DE UMA FOTO DO CIRCO JUDICIÁRIO DE RONDÔNIA

Tá danado mesmo! Desde que chegou em Porto Velho o maravilhoso circo do Marcos Frota tem proporcionado momentos curiosos para a semiótica e pegado em cheio nossos poderes. Como o circo foi armado em um terreno que pertence a Assembléia Legislativa, adquirido recentemente do Exército, uma foto já tinha exposto a coincidência de um outdoor anunciando a futura sede do poder legislativo (veja post anterior), agora, ao lado do terreno fica o novo prédio do Tribunal de Justiça, que tem o seu layout em vidraça reluzente escura, que reflete lindamente a lona do circo. Olhe que beleza, a entrada do edifício com o do circo.

(Colaborando de novo Géri "Karamujo" Anderson)


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

SEMIÓTICA DE UMA FOTO DO CIRCO LEGISLATIVO DE RONDÔNIA


Um terreno que pertencia ao Exército, localizado entre as avenidas Farqhuar com a Presidente Dutra, próximo ao Senac, foi adquirido pela Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia para ser a futura sede do poder legislativo, com a graça do sortilégio do destino (eita, caprichei agora), o maravilhoso circo do ator Marcos Frota veio à Porto Velho, onde levantou suas balizas e lonas no mesmo espaço, cedido para a breve temporada.
Faça uma análise semiótica da foto abaixo e viaje na maionese comigo - EXISTE OUTDOOR MAIS ESCLARECEDOR QUE ESSE? (Aumente a foto e veja o que está escrito).

(Agradecimento à Géri "Karamujo" Anderson)




quinta-feira, 4 de setembro de 2008

REGISTRO NOSSO DE CADA DIA – O “METEORO” NO ESTADÃO


Não sou muito entusiasta de ficar apontando defeitos, deslizes, mal-acasos, furos e foras da nossa imprensa local, mas ao me deparar com a capa “cinematográfica” do considerado “o maior” e “melhor” jornal impresso de Rondônia, “O Estadão do Norte”, dessa quinta-feira (03/08/2008), não pude evitar de verificar o surrealismo da coisa. Na capa a manchete em letras garrafais aponta que “‘Bola de Fogo’ corta céu de Porto Velho, diz Sipam”, com a foto de um suposto “meteorito” que tinha cruzado o céu.

Bom, o jornal eletrônico Rondoniaovivo.com já havia feito o registro de tal fato há mais de dez dias utilizando a mesma foto, que foi retirada do Google, através de seu banco de imagens, que aponta que a foto está postada no site www.okraken.com. A confirmação do Sipam veio um tanto tarde e merecia uma nota ou uma matéria fria do matutino, mas não uma capa tão escaldada e que já havia sido utilizada com melhor impacto no jornal eletrônico, pois até um vídeo do Youtube foi aplicado na matéria digital.

Depois criticam a mídia digital em detrimento da mídia impressa, com acusações inclusive de que ela não pauta os jornais impressos. Um absurdo, pois o que consta é que ambas as mídias podem trabalhar de forma independente, mas não deixa de ser mais imediata e quase instantânea a internet, com apurações decorrentes em tempo real, publicando suítes de um fato – de acordo com o seu grau de importância (operações da polícia federal, no caso, geram essa possibilidade). Ou seja, o que você vai ler amanhã no impresso, pode ler agora no seu monitor, e, sim, pautando a mídia impressa em muitos momentos.

Voltando à matéria do Estadão do Norte, tudo aquilo que foi apontado pelo Sipam, conforme o texto, os leitores/internautas que leram a matéria no Rondoniaovivo.com já haviam explicado (basta conferir os comentários), ou seja, não havia novidades. O negócio é a CAPA, será que com tanta coisa acontecendo no Estado, o nobre matutino não tinha coisa melhor para colocar?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A pior aventura de Batman em dois volumes



O meu herói favorito da DC é o Batman, ele só perde por uma leve brisa para o Homem Aranha, da Marvel, como o meu predileto em todos os tempos, e confesso que o fato da editora Panini – que detém os direitos de publicação no Brasil das duas maiores editoras norte-americanas – publicar “Batman – A Queda do Morcego” é algo somente para fãs masoquistas do personagem. De longe foi a pior coisa que eu li do “homem-morcego”.


Não desmereço o trabalho do principal desenhista da saga, Jim Aparo, uma referência clássica da DC, mas o roteiro da dupla Chuck Dixon e Doug Moench é lapidar em mostrar a desconstrução de um ícone com o pior dos argumentos e uma conclusão visivelmente maniqueísta e marqueteira.


Acompanhei as aventuras quando foram publicada pela Editora Abril ainda em formatinho em duas revistas, a de Batman e outra criada só para tal – nos Estados Unidos essa saga foi publicada nas revistas Batman #491 a #497 e Detective Comics #659 a #663. A conclusão do arco, que fez relativo sucesso, foi lançada em um almanaque especial, com o vilão da história, Bane, espancando Batman como se fosse um cachorro doente (em longas páginas, com Bruce Wayne expondo a sua identidade, com o uniforme todo rasgado, ossos partidos, o rosto parecendo uma pasta de carne amassada), depois partindo a sua espinha e jogando o herói de um prédio, numa conclusão anticlimática total (que me perdoem os fãs de tal acinte, mas para mim, um total absurdo).


Tão polêmica quanto a história que mostrava Batman paralítico após ter a sua espinha partida foi ver que o ele tinha um substituto que o vingaria, Azrael - que posteriormente espancaria Bane, com um uniforme do "morcego" ultra-tech, cheio de apetrechos tecnológicos (ridículo, descaracterizaram totalmente o personagem).


A história mostra o que aconteceria se Batman tivesse que enfrentar os seus piores inimigos de forma seguida, sem descanso, em combates mortais. Pois a trama urdida por um vilão astuto que espreita o “homem-morcego”, Bane, é levar o herói a fadiga total para que depois ela possa humilhar e derrotar o seu inimigo, expondo a sua figura pública à comunidade de Gothan City, provando que a metrópole está sob o seu comando.


De Coringa e Hera Venenosa, passando por Crocodilo, Charada, Zsasz e Espantalho, Batman é levado além do limite sobrehumano, quase morrendo algumas vezes e sofrendo ferimentos que iriam minar suas forças e afetar o seu psicológico. Não adiantou nem mesmo o maior detetive da DC utilizar de todos os artifícios possíveis para sobreviver a tamanha carga de stress para deter os criminosos, pois a cada capítulo da saga ficava óbvio que o plano de Bane era derrotar Batman de forma covarde.


Porém, na época Batman vinha de uma crise criativa que afetava as vendas da revistas, em contraponto ao sucesso com “A morte de Superman”, arco caça-níquel que elevou as vendas do “azulão” quando o filho de Krypton morreu em combate contra Apocalipse (Doomsday). Algum editor “genial” lançou a idéia de que, já que Superman morreu (para ser ressuscitado posteriormente em outro arco de sucesso, na época), porque então não aleijar o Batman, deixando-o paralítico por um tempo até que em uma aventura posterior, de forma milagrosa, o herói de Gothan voltaria à ativa. Pois é, mais “caça-níquel” do que isso, quase impossível, a não ser a fase fraquíssima dos X-Men na década de 90, com Scott Lodbel.


O encadernado “Batman – A Queda do Morcego – Volume 1 – Herói Quebrado” (formato americano, 276 páginas, R$ 36,90) foi lançado em agosto e pode ser conferido nas bancas, livrarias especializadas, ou ainda através de sites especializados. Como referência histórica de uma época de entressafra na vida do “homem-morcego”, vale conferir.

"Watchmen" corre o risco de não ser lançado? Será?



A 20th Century Fox iniciou o embaçamento contra a Warner Bros. em relação ao lançamento da adaptação cinematográfica de Zack Snider para a minissérie (denominada também de Graphic Novel), “Watchmen”. Segundo notícia do site Omelete na última sexta-feira (29), em audiência ocorrida em Los Angeles, as duas produtoras entraram num embate jurídico sobre os direitos de desenvolvimento, produção e adaptação da obra de Alan Moore e Dave Gibbons. A Fox argumenta que detinha os direitos sobre a obra antes da mesma ser passada para a Warner.


No atual estágio em que se encontra a produção, que tem a união de duas outras produtoras, a Paramount Pictures e a Legendary, já foram gastos mais de 100 milhões de dólares e a divulgação está a pleno vapor, com lançamento de trailer, exibição e entrevista coletiva de elenco e direção no recente Comic Con – o maior evento pop cultural do mundo, reunindo mídias de quadrinho, cinema, RPG e videogames.


Para os fãs da adaptação de quadrinhos (que já sentiram uma mostra no site oficial do filme) fica o temor de que o lançamento seja prorrogado ou ocorra algum “pepino” do gênero. O que esperar desse imbróglio entre produtoras que pode afetar o que, talvez, seja o grande lançamento nos cinemas em 2009?


Resta esperar e torcer.