segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ter amigos é sorrir sempre quando sonho que vou ganhar um abraço


Tive um fim de semana de oscilação de humor e emoção. Como para toda ação existe reação, para cada ato existe uma consequência. Em meio a uma crise, febril e (in) tenso escrevi algo para desanuviar, pois eu ainda acredito na amizade e na responsabilidade que ela traz.

-

Crime sem intenção é andar ao seu lado e revelar que na verdade tudo se resume a um olhar perdido no horizonte. Poder chorar em seu ombro e contar os segredos dos meus problemas. Amizade é confiar na sua sinceridade e receber um sorriso quando se precisa de uma lágrima.

A vida é uma constante de altos e baixos, alegrias e tristezas, surpresas e obviedades. Respeitar o andar do seu tempo, o gesticular inerente da sua reação e a mensagem das expressões físicas que o seu corpo transmite, me vale como referencial do limite que devo permanecer para sempre poder sorrir com suas histórias e temeridades.

Existe dia pra tudo, existe data comemorativa para quase tudo, mas não existe palavras sinceras a todo momento, pois a vida é feita de instantes (ou instantâneos), e esses momentos são como pequenas armadilhas, jogos particulares de uma intimidade que não queremos nunca mostrar, mas apenas pincelar e dar como pílulas às pessoas que são próximas. Ao amigo, enfim, vale um pouco mais de demonstração da realidade que vivemos e/ou ensejamos.

A amizade se escreve no valor de nossas razões pessoais para que saibamos dar o valor exato do que sentimos pela presença do amigo (a). Não existe contenção, não existe peso de palavras ou demonstrações pessoais de carinho ou raiva. O sentimento de amigo é igualitário àquelas pessoas que mais amamos. Por isso amizade é a real transformação do sentimentos entre a adoração e o ódio, num peso ordinário de subjeções e certezas imaginárias.

Não entenda, subentenda minha palavras ou busque significados e definições pré-estabelecidas ao que eu quero passar, mas apenas viva e deixe viver os seus instintos e esqueça suas temerosidades. Mas, tenha apenas uma certeza, amigo é aquele que antes de lembrar o seu aniversário, lembra que você existe para todos os dias e peca por ser excessivo em sua preocupação.

Houve um físico alemão no século passado que vez ou outra tinha a visão privilegiada das relações humanas, experiência dotada de sua vivência e observações da natureza humana no que diz respeito às emoções. O nome dele era Albert Einstein...

Ele então escreveu sobre o valor da AMIZADE:

"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Micro-Conto: Através das lentes dos meus óculos eu vi... Você


Há muito, muito, muito tempo...

Incrível, mas às vezes é necessário repetir uma inspiração para tentar compreender a admiração que sinto. O ônibus de linha que eu pego para vir trabalhar, o Círcular I, estava cheio, era um pouco depois das oito e quinze da manhã e havia esquecido que a moça bonita que lia Gabriel Garcia Marques, subia duas paradas depois da minha. Ela entrou e passou pela roleta, como não havia nenhuma cadeira para sentar ela ficou olhando em volta e em seguida encontrou os meus olhos lhe admirando.

Claro, ela não sabia que eu estava admirando-a, mas fiz questão que ela percebesse que os meus olhos lhe direcionavam um interesse poético, quase sacro.

Os seus olhos miúdos, escondidos por trás das lentes de grau, me observaram rapidamente e voltaram para vista da frente. Logo depois alguém saiu e ela passou por mim, com os cabelos encaracolados caindo nos ombros. Jeito tímido, sardentinha e um ar de CDF apaixonante.

Sentou próximo de mim, mexeu na mochila de lona e pegou um livreto, folheou um pouquinho e abriu na página que queria. Enquanto buscava leitura, a sua mão direita, com dedos delicados e insinuantes, cuidava de massagear levemente as mechas de cabelos que caiam por sobre a orelha. Parecia mais uma ação repetitiva inconsciente, ainda que fosse um charme. Fiquei, vez ou outra, lhe olhando, capturando cenas para o meu registro ocular e sentimental. Ela me pegou duas vezes lhe encarando e então pude perceber, finalmente, que a linda moça que eu estava flertando notou meu interesse particular.

Sou muito tímido com essas ações quando sei que a pessoa tem um valor intelectual e social incomum, que transcende qualquer tipo de rótulo social vigente e que, definitivamente, não me interessa como expressão.

Ela parecia galgar um degrau acima dos normais, talvez por uma empatia imediata da minha parte, ou apenas um devaneio singelo, carregado de simbolismo feminino, quanto aos atrativos íntimos que me atraem numa mulher. Ela parecia alcançar e transcender todos eles.

Havia o gesto calculado, delicado, feminino, não linear com as ações que corriam em sua volta – e olha que vinculei apenas a um universo claustrofóbico e genérico que é um coletivo, um micro-coletivo (diga-se de passagem), onde tudo parece tão próximo, ainda que estejamos distantes em mundos totalmente distintos e vidas bem separadas.

É naquele micro-universo reinante do cotidiano massacrante de algumas vidas, como a minha, é que me permito vislumbrar, coser sonhos e devaneios em torno daquela figura tímida, pequena, linda, perpetuamente inspiradora para um poema.

Continuo não sabendo o seu nome, continuo não sabendo nada da sua vida, mas ela sabe tudo dos meus sonhos mais românticos e intensos. Como é isso?

Não sei, só sei que tem certas situações que o universo conspira para que seja como nunca esperamos, mas sempre desejamos.

"Tocar suas mãos... Avistar os seus olhos... Colher gestos na tua dança ao vento... Ainda que no meu imaginário... Sei que não estamos mais sós."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Micro-Conto: Adeus, até breve!


Cena: Interior/noite
Ambiente: Pub "londrino" em Porto Velho.
Trilha ambiente: Belle and Sebastian (monte um sketch com suas canções favoritas. Aconselho ouvir os singles e selecionar pelo menos três. São todos clássicos)
Personagens:

- Figurantes circulando no bar
- Três amigas
- Trisht (homem ferido)
- Isold (mulher determinada)

(Ele está parado em frente a uma série de pequenas reproduções de telas expressionistas. Em uma das mãos um copo de Vermut com uma casca de limão e pedaço de gelo seco. Está vestido de preto).

(A luz negra, próximo ao bar, não deixa ele enxergar direito as pessoas próximas ao barman, mas é o suficiente para ele chegar até o balcão e pedir outra bebida).

Ela já estava há algum tempo no local. Reticente em uma mesa escondida no canto. Amigas do lado. Abaixou a cabeça e balançou negativamente. Pegou sua cerveja suja e tomou um gole suave. Deu um sorriso de canto e cochichou no ouvido de uma das amigas. A mais próxima. Ela franziu a testa e olhou sorrateiramente para a frente. O achou.

ISOLD - (Levantando da mesa) Eu preciso pegar uma bebida diferente no bar. Alguémvai querer?

AMIGA 1 - Vou com você!

ISOLD - Não precisa. É coisa rápida. Vou trazer só um coquetel.

As amigas se entreolharam e deram de ombros. Ela então seguiu rumo ao balcão.

O som, por incrível que pareça, não estava tão alto. Moderado, seria mais exato.

Ele dava mais um gole de sua bebida e ergueu a cabeça em direção a um grupo de amigos que se encontrava em uma mesa de sinuca. Sorriu e lembrou que havia se formado há 20 dias e que o baile de formatura fora há uma semana. Quatro anos passou rápido demais e tudo parecia um filme sem final feliz.

(Isold tocou o seu ombro. Ele virou e foi sincero ao não querer fingir que estava surpreso)

TRISHT - Não deveria vir mais aqui. Ainda é algo que me deixa deprimido.

ISOLD - Você... Puxa... (suspirando) Tô indo embora amanhã.

TRISHT - Já imaginava. Fiz tudo errado, né.

ISOLD - Não tinha porque continuar algo que eu sei que não daria certo.

TRISHT - Devia ter desconfiado, as mesmas características que me "fizeram você" são as que destróem o que sinto.

ISOLD - Nossa! Quanta dramaticidade! Você não deveria ser assim... Não faça isso com você.

TRISTH (Abaixa a cabeça e dá um grande sorriso irônico) - Eu sei... Mas foi forte e ainda sinto um vácuo. Por que?

ISOLD - E tudo merece explicação? Eu não saberia dizer, mas teria outras coisas para falar pra você e ainda tê-lo como meu melhor amigo.

TRISTH - Foi consensual, não foi?

ISOLD - (Ela fecha os olhos e comprime os lábios) - Não haveria motivo para voltar a falar nisso. Não faça.


TRISHT - Besteira minha. É a bebida. Mas você não devia ter me dado aquele tapa.

ISOLD - Ok. Essa conversa já deu. (Se irrita)

(Ela tenta se afastar dele e sente ser segura)

TRISHT - (Segurando-a pelo braço) - Espera, não vá. Desculpe.

(Ela vira para ele e balança a cabeça suavemente)

ISOLD - Ok, eu vim só me despedir, a gente não se vê desde o baile.

TRISHT - Eu já vou embora... Não vou demorar. Vai ser rápido. Posso te perguntar algo, mas não fique irritada.

(Ela olha para ele com ar de surpresa)

ISOLD - Eu não acredito... Você gosta de sofrer é?

TRISHT - Não, eu quero colocar um ponto final e no futuro ainda ser o seu melhor amigo.

ISOLD - E por que não hoje você tenta ser o meu melhor amigo.

(Ele abaixa a cabeça e logo deixa o copo com a bebida em cima do balcão)

TRISHT - Porque eu nunca menti para você sobre o que eu sentia e hoje eu não me sinto o seu melhor amigo.

(Ela arregalou os olhos)

TRISHT - Olha eu sei que você vai embora e tá namorando um cara há mais de um ano. Soube desde o começo dos riscos que corria ao colocar em jogo tudo o que criamos com o vínculo de amizade.

ISOLD - Então... Talvez eu fique noiva até.

TRISHT - Nossa! Isso eu não sabia. Bom, não importa mais mesmo...

ISOLD - E o que você quer mesmo?

TRISHT - Queria apenas dizer que aprendi uma grande lição e que talvez eu repita esse mesmo erro mais uma vez , mas não mais com você.

ISOLD - Eu fico feliz, mas eu te digo não faça isso com você. Eu tô vendo que te fiz mal.

TRISHT - (Sorri) O crédito não é só seu, mas tudo bem. Eu só queria dizer um "adeus, até breve!".

(Ela ficou observando o seu semblante. Barba por fazer, mas os olhos ainda vivos. Tão intensos quanto da primeira vez que os viu quando desenhava um rosto no caderno)

TRISHT - Te devo muito e talvez a gente passe um bom tempo sem se ver, se é que a gente vai se ver ainda algum dia.

ISOLD - Ai, ai... Seu pecado é ser dramático demais menino!

TRISHT - Ok vou fazer isso o mais rápido possível e espero que não me culpe por algo que a tenha feito infeliz.

ISOLD - A única coisa que eu sei é que somos tão parecidos em tantas coisas e queria que você, de verdade, fosse o meu melhor amigo.

TRISHT - Nunca se sabe o futuro, né? Tudo acontece, gira, transforma, mas hoje eu sei que isso é impossível. Não lamente jamais por aquilo que talvez tenha perdido, mas reflita sobre o que poderia ter ocorrido.

ISOLD - (Surpresa novamente) Como assim?

TRISHT - Meu "adeus, até breve!".

ISOLD - Ah tá. Eu... Enfim... Não vou te esquecer.

TRISHT - Eu sei... (Ele se aproxima dela).

(Rápido e com um carinho calculado, ele colocou as duas mãos no rosto dela, puxou para o seu e encostou os seus lábios nela. Entre-abriu e as bocas ficaram coladas. Ela, com os olhos arregalados, sentiu um formigamento nos pés, um frio avassalador tomou conta de seu estômago e um ímpeto de repulsa se misturou ao desejo)


Algumas pessoas em volta do casal ficaram olhando curiosas e o áudio da balada aumentou sensivelmente nas caixas de som. A luz dramática encontrou resistência e tudo parecia filtrado.

(Ela tentou desvencilhar das suas mãos segurando elas, mas parecia não ter forças. Enquanto isso o seu batom deixava marcas nos lábios dele)

Num breve momento havia trovões e brisas primaveris aludindo seus sentidos e Isold sentiu um tremor interno moderado que poderia tender a crescer. Nesse momento ela encontrou forças e interrompeu o beijo.

Ela ficou calada, assustada olhando para o rosto dele. Isold estava sem reação. Queria poder falar tudo e xingá-lo com os palavrões do mundo. O que a impedia?

TRISHT - Adeus, até breve!

Ele se distanciou dela. Virou o rosto e caminhou ao ritmo da canção até a atravessar a porta de saída do Pub londrino em Porto Velho. Nem olhou para trás.

Isold ficou um tempo olhando para a porta. Respirou fundo e pediu uma bebida ao barman.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Já volto...

Peço perdão aos meus fiéis leitores. Estou com alguns posts atrasados, mas que não foram colocados por alguns problemas de origem emocional e operacional. Antecipo quais são nos títulos abaixo:

- "Blogs que acesso - Parte 2 - SIMULTANEIDADE"

- "Os blogs que esqueci"

- "Micro-conto: Adeus, até breve!"

Em algum momento eu posto, faltam ajustes e adicionar links. Agradeço a compreensão. Valeu pessoal!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Os Blogs que acesso - Parte 1



Os Blogs que acesso, por ordem alfabética (o primeiro de uma série):

A LIFE IN EPISODES - É um blog muito interessante da minha amiga Bethânia Diniz e para fãs de séries é um achado e tanto. Curto muito cultura pop e assisto tudo o que posso na TV Fechada e Aberta, e os seriados são algumas das minhas melhores diversões. A Bethânia consegue fazer uma análise por episódio dos seus seriados favoritos, entre eles estão: Gossip Girls, One Tree Hill, The New Adventures of Old Christine e House. O barato é que ela dá um tratamento completo, em que descreve ação, personagens e localiza o seu leitor onde está a situação dramática, na chamada virada da trama, onde estão os clímaxes. Muito bem escrito, ela insere trechos de diálogos e é precisa nos seus comentários, com observação sobre motivações e as sequelas nocivas entre relações e despedidas (quando é o caso) - cito especificamente o episódio final da 6ª Temporada de "One Tree Hill" -, em que ela relata o drama da personagem Brooke e joga um flash de texto em que faz uma comparação quase inconsciente com a sua vida pessoal. "(...) Antes ela não tinha problema nenhum em falar qualquer coisa, e agora não consegue falar o que sente (Eu estou em processo contrário... Maas estou falando da Brooke e não de mim.)". Muito bom.
Lembra muito as análises que eu fiz algumas vezes de duas séries que acompanhava com entusiasmo, "Once Again" e "Dawson 's Creek". A primeira era um casal com mais de 40 anos, com filhos, e que eram separados, mas se apaixonaram quando iam levar os filhos na escola da mesma cidade que moravam - em 2009 a Globo fez uma adaptação da premissa da série com "Tudo novo de novo", com Marco Ricca e Júlia Lemertz, que gostei muito. A segunda série era uma criação do roteirista (ele criou a cinesérie Pânico) Kevin Willianson, baseado em sua adolescência e amigos, em que narrava as aventuras de Dawson (fã do diretor Spielberg), a sua melhor amiga e vizinha (quase eternamente apaixonada) Josephine Potter (Joey) e os amigos, com seus dramas em casa, na escola, com os amigos e a paixão irresistível pela garota nova na cidade.
Mas o legal é que a Bethânia tem uma diversidade de escrita excepcional, li o post dela, Hiatus #1 e juro que fazia tempo que eu não ria sozinho lendo um texto longo, mas saboroso. A riqueza de detalhes com que ela relata as agruras de seu colega de trabalho é das coisas mais geniais que já li. Seria um personagem perfeito para uma comédia de situações - a história do banho gelado em que ele se cobre com o colchão é um primor (a narrativa de Bethânia é rica em detalhes e observações irônicas). Creio que ela, apesar de ser muito criteriosa no que gosta de ler e ouvir, deve ter recebido com muita graça os relatos de seu colega. Se ela seguir o caminho das análises de séries que gosta e partilhar crônicas de seu mundo particular - com a mesma graça que fez em Hiatus #1, temos um canal da mais pura diversão. Eu posso dizer que sigo e leio A LIFE IN EPISODES.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Momento Idílico - Palavras e sonhos

Dê o play (deixe carregar) e enquanto o som rola, leia a mensagem abaixo (ok):





É um acorde lento...
Um sussurro que assopra em meu ouvido
Diz, devagar, com os olhos fechados
Que é tudo uma questão de tempo...

Brinca em torno dos sonhos difusos
Das imagens secretas dos teus desejos
E aprofunda uma dor fina no fundo do peito.
A voz do anjo da guarda ressoa ao longe
E te impede de caminhar sobre a corda bamba
Mas é tudo tão idílico... Proibido e encantador.

Queria estar perto, muito perto e entender
Compreender o mundinho que imaginas crer
Onde segredos se realizam apenas com um olhar
E tudo parece tão fácil quando aquela canção
A sua canção começa a tocar...

.... Perto, queria esta perto a cada momento da tua partida
Impedir que seus sonhos não sejam destruídos
Seus desejos corrompidos e o teu sorriso esquecido...

Mas o tempo é tão escasso e tudo pode se acabar
Com o abrir de olhos.... Mas é bom saber...

.... que mesmo sem o encanto da imaginação ainda existe alguém por perto
para sorrir no teu despertar e dizer:

"Ei, tudo bem... Foi só um sonho".

É então o momento em que a realidade pode ser melhor
do que vida imaginária...

Ainda que os nossos desejos fiquem ocultos por alguns instantes,
mas nada que um abraço e um beijo não resolva.

Mas... Diante dos nossos flashes e lembranças
Eu juro, com toda força do coração, queria te dizer:

.... Perto, queria esta perto a cada momento da tua partida
Impedir que seus sonhos não sejam destruídos
Seus desejos corrompidos e o teu sorriso esquecido...
Sem antes meu coração ter sossegado e ver o quão linda é a tua vida.

(Abaixo a cabeça e vou dormir... Sonhar por você com os anjos).

-

FELIZ 2010.
(Para todos aqueles que acreditam na dupla A&A - Amor e Amizade)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Destruidor da razão - Momentos, moderações e mediações

Fim de ano é foda pra mim, pois parece que tenho uma necessidade básica de querer fazer um balanço de tudo que ocorreu comigo durante esse período que finda. Eu sei que esse foi um ano de dificuldades - logo no início -, de surpresas horríveis e maravilhosas. Mas foram os momentos intensos que ocorreram comigo na minha vida profissional que me propuseram a dar um passo adiante na rotina de comunicólogo. Se diante da empresa que ajudo a administrar e sou um organizador de pautas aprendi a tecer idéias claras sobre a função social que a minha profissão exige, apliquei de forma segura e sem arrependimento os princípios básicos que a informação necessita para ser clara e objetiva. Não que aplicasse a fórmula antes, mas diante das pressões e das barreiras à mim impostas tive que me sobressair com criatividade e empenho redobrado, por vezes sendo bruto, duro com as instituições que se cercavam e não permitiam que a informação fosse passada à comunidade como deveria. Mas o desafio do jornalista é este? Ou não? Claro que é. Investigar, apurar, checar e procurar a verdade, mesmo diante das dificuldades. E esse ano de 2009 foi brutal e um verdadeiro exercício de paciência e brilhantismo.
Nada, porém, é feito sozinho e uma equipe acirrada e compactuada no mesmo propósito acaba sendo precisa e ideal para um jornalista como eu.

Os momentos de impacto causados pela profissão a coloca à prova como uma questão de risco de morte. Seja no stress diário - ainda mais trabalhando com informação on line (em tempo real) - ou nos cuidados administrativos. Conciliar o empresário com o jornalista, digo, com toda força, é cruel e não é para muitos, mas o carinho e o amor que tenho pela profissão que abracei me faz caminhar para a luz da vida.

Presto atenção em tudo que acontece em minha volta. Seja pela curiosidade nata ou pelo simples fato de querer conhecer aquilo que me é desconhecido. Os desejos, gracejos, comportamento humano diante do conhecimento é uma paixão que tenho ao observar, apenas (eu tento, juro) observar. Admiro pessoas criativas, impulsivas, rebeldes e inconformadas, pois tudo depende do contexto social em que se enquadra, mas a natureza humana é uma só e ela busca apenas uma coisa: sobrevivência.

A rede social digital que permeia esse novo século como uma chave mestra da interação intuitiva entre as pessoas me trouxe experiências doloridas (na época da faculdade foi bem difícil) e outras maravilhosas. Engraçado como se aprende com os erros e o sábio não as comete três vezes, só duas (Hahahaha, piada interna do coração). Nesse ano eu tive o prazer de conhecer o Twitter e me apaixonei, literalmente, por essa ferramenta de interação social digital. Escrever 140 caracteres e concisar com extrema precisão seu pensamento, momento, neura factual, como um microblog que serve de consciência individual e coletiva (afinal você precisa de seguidores e seguidos) foi um achado muito importante. E olha que, por vezes, sou prolixo. Mas a importância que me trouxe o Twitter não foi me tornar apenas um navegante calmo por águas tranquilas. Tinha que fazer, acontecer e mexer. Sou um contumaz usuário e "fuçador" de informação digital e a ferramenta do passarinho me possibilitou sair da redação, do meu ambiente 6x4, cheio de computadores e informações a serem processadas, para abrir um caminho de desbravador.

Sempre olho com carinho para as pessoas que de alguma forma surgem e transformam a minha vida em algo mais palpável, em pura adrenalina. Graças a minha vida social na redes digitais e a frente de um jornal eletrônico (com informação on line, em tempo real) fui chamado pelo @fredperillo a participar de um evento chamado iNeo, onde um cara da qual sou muito fã, um tal de @marcelotas iria mediar uma das mesas onde eu faria um debate sobre redes sociais. Fui sem estar com uma linha escrita, apenas com a experiência de vida, acadêmica e profissional, e falei com paixão das coisas que me motivaram a participar do evento. O segredo, no caso, foi ser sincero com as palavras e as motivações por que escolhi minha profissão, um estilo de vida e me tornei empreendedor. Sabe qual foi o grande barato? Falar para aqueles estudantes e profissionais da comunicação que sonhar é preciso, mas fazer acontecer um sonho demanda trabalho, aprendizado e dedicação. Minha últimas palavras na palestra foram: "Não se acomodem com o que está aí no mercado de trabalho quando sair da academia, criem. Gente, criem e façam acontecer, não se abatam diante das dificuldades, pelo contrário, adquiram forças e sigam sempre em frente".

Esse foi um momento onde me senti útil e um verdadeiro herói. Me perdoe a falta de modéstia, se assim a ver necessidade. Fui procurado depois, conversaram comigo. Parece que o mediador, @marcelotas também gostou. Tanto, que fui mencionado inclusive no iNeo que ocorreu em Rio Branco (AC).

E o Twitter foi o causador de alguns dos melhores momentos da minha vida neste ano. Pude seguir e ser seguido por pessoas lindas (e outras nem tanto, uma minoria e que já mereceu o devido unfollow), que ainda estou aprendendo a conhecer e vivenciar. Mas eu pude desbravar uma rede onde circulava pessoas da mesma cidade e que poderiam trocar idéias, informações, links, referências literárias, musicais, acadêmicas e, por que não, de vida. Com essa interação pude conhecer através de dois eventos de suma importância gente notável e que usa a criatividade para viver. Não poderia deixar de participar dos #twittercontro II e III (não participei do primeiro, infelizmente) sem estar apto a trocar carinho e informação com gente inteligente, sagaz na busca de saber e conhecer. Rostos que eram avatares se transformaram em gente de carne e osso, que ri, brinca, conversa e dança. Mencionar cada uma delas aqui seria uma pretensão capaz de provocar injustiça - pois de alguma forma esqueceria de mencionar alguém. Mas posso falar das organizadoras @Daianasouza e @beediniz. Mandaram super-bem. Da mesma forma que elas foram precursoras do ETC_RO_AC, versão local. Que é o Encontro de Twiteiros Culturais, um evento que ocorre em diversos pontos do Brasil com a intenção de discutir e abrir um debate sobre o uso do Twitter na comunicação, como forma de uso tanto na mídia corporativa como extensor digital de informação. Aqui em Porto Velho o evento ocorreu simultaneamente com Rio Branco (AC) e foi muito bom. Apesar do pouco público a discussão proposta entre debatedores, no caso eu e o meu amigo, filósofo e professor @vicentemarcal, e os presentes foi ímpar. A democracia da palavra foi presente e todos tiveram oportunidade de expressar suas idéias sobre o uso da ferramenta, possibilidades, limites e regras (existem, de fato, limites e regras?).

Foi um ano extraordinário, mas que serviu como uma espécie de embrião para algo maior e melhor para 2010. Sinto que a revolução proposta pelos agentes midiáticos da comunicação digital está aflorando a cada momento e, claro, como muitos, quero estar participando dela. Vejo gente amiga que se propõem a estar no pelotão de frente, a comandar uma massa dispostas a transformar e acontecer não só na rede social digital, mas na rede social do lugar onde habita e mora, seja com ações de cidadania ou de prestação de serviço. Informar é uma obrigação social e cabe ao agente da comunicação ter responsabilidade com o conhecimento que quer passar.

Em 2009 prestigiei meus velho amigos, fiz novos e perpetuei os meus amores. Tudo parece passar tão rápido e as oportunidade vão surgindo, se você não agarrar elas com unhas e dentes, pode perder o bonde da história andando e depois se arrepender. Faça por merecer aquilo que construiu, sem desrespeitar os princípios que acredita e agregue novas conquistas - entre elas, amigos.

Foi um ano de trabalho, muito trabalho e de partilha. Conhecer gente criativa e tão jovem, me deu a esperança de prosseguir a interagir com elas e aprender junto. Conhecer mais, como eu digo, nunca é demais.

Que venha 2010, com o propósito de alimentar a revolução que cresce a cada dia.

P.S.: Agradeço o carinho e a confiança da ("chuc chuc") @Neumaoli, da @carlinhamatos e da @beediniz por permitirem que eu seguisse e tecesse comentários em seus blogs maravilhosos. Próximo post eu falo dos blogs que acesso.