sábado, 2 de janeiro de 2010

Os Blogs que acesso - Parte 1



Os Blogs que acesso, por ordem alfabética (o primeiro de uma série):

A LIFE IN EPISODES - É um blog muito interessante da minha amiga Bethânia Diniz e para fãs de séries é um achado e tanto. Curto muito cultura pop e assisto tudo o que posso na TV Fechada e Aberta, e os seriados são algumas das minhas melhores diversões. A Bethânia consegue fazer uma análise por episódio dos seus seriados favoritos, entre eles estão: Gossip Girls, One Tree Hill, The New Adventures of Old Christine e House. O barato é que ela dá um tratamento completo, em que descreve ação, personagens e localiza o seu leitor onde está a situação dramática, na chamada virada da trama, onde estão os clímaxes. Muito bem escrito, ela insere trechos de diálogos e é precisa nos seus comentários, com observação sobre motivações e as sequelas nocivas entre relações e despedidas (quando é o caso) - cito especificamente o episódio final da 6ª Temporada de "One Tree Hill" -, em que ela relata o drama da personagem Brooke e joga um flash de texto em que faz uma comparação quase inconsciente com a sua vida pessoal. "(...) Antes ela não tinha problema nenhum em falar qualquer coisa, e agora não consegue falar o que sente (Eu estou em processo contrário... Maas estou falando da Brooke e não de mim.)". Muito bom.
Lembra muito as análises que eu fiz algumas vezes de duas séries que acompanhava com entusiasmo, "Once Again" e "Dawson 's Creek". A primeira era um casal com mais de 40 anos, com filhos, e que eram separados, mas se apaixonaram quando iam levar os filhos na escola da mesma cidade que moravam - em 2009 a Globo fez uma adaptação da premissa da série com "Tudo novo de novo", com Marco Ricca e Júlia Lemertz, que gostei muito. A segunda série era uma criação do roteirista (ele criou a cinesérie Pânico) Kevin Willianson, baseado em sua adolescência e amigos, em que narrava as aventuras de Dawson (fã do diretor Spielberg), a sua melhor amiga e vizinha (quase eternamente apaixonada) Josephine Potter (Joey) e os amigos, com seus dramas em casa, na escola, com os amigos e a paixão irresistível pela garota nova na cidade.
Mas o legal é que a Bethânia tem uma diversidade de escrita excepcional, li o post dela, Hiatus #1 e juro que fazia tempo que eu não ria sozinho lendo um texto longo, mas saboroso. A riqueza de detalhes com que ela relata as agruras de seu colega de trabalho é das coisas mais geniais que já li. Seria um personagem perfeito para uma comédia de situações - a história do banho gelado em que ele se cobre com o colchão é um primor (a narrativa de Bethânia é rica em detalhes e observações irônicas). Creio que ela, apesar de ser muito criteriosa no que gosta de ler e ouvir, deve ter recebido com muita graça os relatos de seu colega. Se ela seguir o caminho das análises de séries que gosta e partilhar crônicas de seu mundo particular - com a mesma graça que fez em Hiatus #1, temos um canal da mais pura diversão. Eu posso dizer que sigo e leio A LIFE IN EPISODES.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Momento Idílico - Palavras e sonhos

Dê o play (deixe carregar) e enquanto o som rola, leia a mensagem abaixo (ok):





É um acorde lento...
Um sussurro que assopra em meu ouvido
Diz, devagar, com os olhos fechados
Que é tudo uma questão de tempo...

Brinca em torno dos sonhos difusos
Das imagens secretas dos teus desejos
E aprofunda uma dor fina no fundo do peito.
A voz do anjo da guarda ressoa ao longe
E te impede de caminhar sobre a corda bamba
Mas é tudo tão idílico... Proibido e encantador.

Queria estar perto, muito perto e entender
Compreender o mundinho que imaginas crer
Onde segredos se realizam apenas com um olhar
E tudo parece tão fácil quando aquela canção
A sua canção começa a tocar...

.... Perto, queria esta perto a cada momento da tua partida
Impedir que seus sonhos não sejam destruídos
Seus desejos corrompidos e o teu sorriso esquecido...

Mas o tempo é tão escasso e tudo pode se acabar
Com o abrir de olhos.... Mas é bom saber...

.... que mesmo sem o encanto da imaginação ainda existe alguém por perto
para sorrir no teu despertar e dizer:

"Ei, tudo bem... Foi só um sonho".

É então o momento em que a realidade pode ser melhor
do que vida imaginária...

Ainda que os nossos desejos fiquem ocultos por alguns instantes,
mas nada que um abraço e um beijo não resolva.

Mas... Diante dos nossos flashes e lembranças
Eu juro, com toda força do coração, queria te dizer:

.... Perto, queria esta perto a cada momento da tua partida
Impedir que seus sonhos não sejam destruídos
Seus desejos corrompidos e o teu sorriso esquecido...
Sem antes meu coração ter sossegado e ver o quão linda é a tua vida.

(Abaixo a cabeça e vou dormir... Sonhar por você com os anjos).

-

FELIZ 2010.
(Para todos aqueles que acreditam na dupla A&A - Amor e Amizade)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Destruidor da razão - Momentos, moderações e mediações

Fim de ano é foda pra mim, pois parece que tenho uma necessidade básica de querer fazer um balanço de tudo que ocorreu comigo durante esse período que finda. Eu sei que esse foi um ano de dificuldades - logo no início -, de surpresas horríveis e maravilhosas. Mas foram os momentos intensos que ocorreram comigo na minha vida profissional que me propuseram a dar um passo adiante na rotina de comunicólogo. Se diante da empresa que ajudo a administrar e sou um organizador de pautas aprendi a tecer idéias claras sobre a função social que a minha profissão exige, apliquei de forma segura e sem arrependimento os princípios básicos que a informação necessita para ser clara e objetiva. Não que aplicasse a fórmula antes, mas diante das pressões e das barreiras à mim impostas tive que me sobressair com criatividade e empenho redobrado, por vezes sendo bruto, duro com as instituições que se cercavam e não permitiam que a informação fosse passada à comunidade como deveria. Mas o desafio do jornalista é este? Ou não? Claro que é. Investigar, apurar, checar e procurar a verdade, mesmo diante das dificuldades. E esse ano de 2009 foi brutal e um verdadeiro exercício de paciência e brilhantismo.
Nada, porém, é feito sozinho e uma equipe acirrada e compactuada no mesmo propósito acaba sendo precisa e ideal para um jornalista como eu.

Os momentos de impacto causados pela profissão a coloca à prova como uma questão de risco de morte. Seja no stress diário - ainda mais trabalhando com informação on line (em tempo real) - ou nos cuidados administrativos. Conciliar o empresário com o jornalista, digo, com toda força, é cruel e não é para muitos, mas o carinho e o amor que tenho pela profissão que abracei me faz caminhar para a luz da vida.

Presto atenção em tudo que acontece em minha volta. Seja pela curiosidade nata ou pelo simples fato de querer conhecer aquilo que me é desconhecido. Os desejos, gracejos, comportamento humano diante do conhecimento é uma paixão que tenho ao observar, apenas (eu tento, juro) observar. Admiro pessoas criativas, impulsivas, rebeldes e inconformadas, pois tudo depende do contexto social em que se enquadra, mas a natureza humana é uma só e ela busca apenas uma coisa: sobrevivência.

A rede social digital que permeia esse novo século como uma chave mestra da interação intuitiva entre as pessoas me trouxe experiências doloridas (na época da faculdade foi bem difícil) e outras maravilhosas. Engraçado como se aprende com os erros e o sábio não as comete três vezes, só duas (Hahahaha, piada interna do coração). Nesse ano eu tive o prazer de conhecer o Twitter e me apaixonei, literalmente, por essa ferramenta de interação social digital. Escrever 140 caracteres e concisar com extrema precisão seu pensamento, momento, neura factual, como um microblog que serve de consciência individual e coletiva (afinal você precisa de seguidores e seguidos) foi um achado muito importante. E olha que, por vezes, sou prolixo. Mas a importância que me trouxe o Twitter não foi me tornar apenas um navegante calmo por águas tranquilas. Tinha que fazer, acontecer e mexer. Sou um contumaz usuário e "fuçador" de informação digital e a ferramenta do passarinho me possibilitou sair da redação, do meu ambiente 6x4, cheio de computadores e informações a serem processadas, para abrir um caminho de desbravador.

Sempre olho com carinho para as pessoas que de alguma forma surgem e transformam a minha vida em algo mais palpável, em pura adrenalina. Graças a minha vida social na redes digitais e a frente de um jornal eletrônico (com informação on line, em tempo real) fui chamado pelo @fredperillo a participar de um evento chamado iNeo, onde um cara da qual sou muito fã, um tal de @marcelotas iria mediar uma das mesas onde eu faria um debate sobre redes sociais. Fui sem estar com uma linha escrita, apenas com a experiência de vida, acadêmica e profissional, e falei com paixão das coisas que me motivaram a participar do evento. O segredo, no caso, foi ser sincero com as palavras e as motivações por que escolhi minha profissão, um estilo de vida e me tornei empreendedor. Sabe qual foi o grande barato? Falar para aqueles estudantes e profissionais da comunicação que sonhar é preciso, mas fazer acontecer um sonho demanda trabalho, aprendizado e dedicação. Minha últimas palavras na palestra foram: "Não se acomodem com o que está aí no mercado de trabalho quando sair da academia, criem. Gente, criem e façam acontecer, não se abatam diante das dificuldades, pelo contrário, adquiram forças e sigam sempre em frente".

Esse foi um momento onde me senti útil e um verdadeiro herói. Me perdoe a falta de modéstia, se assim a ver necessidade. Fui procurado depois, conversaram comigo. Parece que o mediador, @marcelotas também gostou. Tanto, que fui mencionado inclusive no iNeo que ocorreu em Rio Branco (AC).

E o Twitter foi o causador de alguns dos melhores momentos da minha vida neste ano. Pude seguir e ser seguido por pessoas lindas (e outras nem tanto, uma minoria e que já mereceu o devido unfollow), que ainda estou aprendendo a conhecer e vivenciar. Mas eu pude desbravar uma rede onde circulava pessoas da mesma cidade e que poderiam trocar idéias, informações, links, referências literárias, musicais, acadêmicas e, por que não, de vida. Com essa interação pude conhecer através de dois eventos de suma importância gente notável e que usa a criatividade para viver. Não poderia deixar de participar dos #twittercontro II e III (não participei do primeiro, infelizmente) sem estar apto a trocar carinho e informação com gente inteligente, sagaz na busca de saber e conhecer. Rostos que eram avatares se transformaram em gente de carne e osso, que ri, brinca, conversa e dança. Mencionar cada uma delas aqui seria uma pretensão capaz de provocar injustiça - pois de alguma forma esqueceria de mencionar alguém. Mas posso falar das organizadoras @Daianasouza e @beediniz. Mandaram super-bem. Da mesma forma que elas foram precursoras do ETC_RO_AC, versão local. Que é o Encontro de Twiteiros Culturais, um evento que ocorre em diversos pontos do Brasil com a intenção de discutir e abrir um debate sobre o uso do Twitter na comunicação, como forma de uso tanto na mídia corporativa como extensor digital de informação. Aqui em Porto Velho o evento ocorreu simultaneamente com Rio Branco (AC) e foi muito bom. Apesar do pouco público a discussão proposta entre debatedores, no caso eu e o meu amigo, filósofo e professor @vicentemarcal, e os presentes foi ímpar. A democracia da palavra foi presente e todos tiveram oportunidade de expressar suas idéias sobre o uso da ferramenta, possibilidades, limites e regras (existem, de fato, limites e regras?).

Foi um ano extraordinário, mas que serviu como uma espécie de embrião para algo maior e melhor para 2010. Sinto que a revolução proposta pelos agentes midiáticos da comunicação digital está aflorando a cada momento e, claro, como muitos, quero estar participando dela. Vejo gente amiga que se propõem a estar no pelotão de frente, a comandar uma massa dispostas a transformar e acontecer não só na rede social digital, mas na rede social do lugar onde habita e mora, seja com ações de cidadania ou de prestação de serviço. Informar é uma obrigação social e cabe ao agente da comunicação ter responsabilidade com o conhecimento que quer passar.

Em 2009 prestigiei meus velho amigos, fiz novos e perpetuei os meus amores. Tudo parece passar tão rápido e as oportunidade vão surgindo, se você não agarrar elas com unhas e dentes, pode perder o bonde da história andando e depois se arrepender. Faça por merecer aquilo que construiu, sem desrespeitar os princípios que acredita e agregue novas conquistas - entre elas, amigos.

Foi um ano de trabalho, muito trabalho e de partilha. Conhecer gente criativa e tão jovem, me deu a esperança de prosseguir a interagir com elas e aprender junto. Conhecer mais, como eu digo, nunca é demais.

Que venha 2010, com o propósito de alimentar a revolução que cresce a cada dia.

P.S.: Agradeço o carinho e a confiança da ("chuc chuc") @Neumaoli, da @carlinhamatos e da @beediniz por permitirem que eu seguisse e tecesse comentários em seus blogs maravilhosos. Próximo post eu falo dos blogs que acesso.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Geral da Netesfera - Miudezas VIII

1º ETC_RO_AC

O 1º Encontro de Twiteiros Culturais que aconteceu em Porto Velho (RO) simultaneamente com Rio Branco (AC) no dia 17 de dezembro no Teatro Banzeiros reuniu usuários da rede social mais difundida atualmente na grande rede. O tema foi "O poder da informação" e contou com dois palestrantes, esse que vos escreve (Marcos Souza, jornalista, sócio-proprietário e editor-chefe do Rondoniaovivo e mantenedor de dois blogs) e Vicente Marçal, filósofo, tuiteiro nato, usuário de redes sociais e professor da UNIR (Universidade Federal de Rondônia) e que mantém também um blog, mediados pela publicitária e jornalista Wania
Ressutti. A organização do evento em Porto Velho ficou por conta de Daiana Souza (que prestou um belo depoimento como usuária) e Bethânia Diniz, usuárias e promoters twitteiras. Em pouco mais de duas horas entre palestras concisas diante da amplitude do tema o grande barato foi a participação de uma seleta platéia de usuários da ferramenta, que discorreram sobre as diversas possibilidades de interação e a rede de informação que dispõe o Twitter. A discussão girou em torno dos possíveis limites impostos para o usuário interagir com outros, a ética e o uso correto do Twitter. Porém, a discussão também era saber se a ferramenta, apesar de ter se expandido com mais intensidade este ano, ainda equivale da falta de regras sobre a forma correta de utilizar. A propagação, no entanto, no conteúdo das "tuitadas", ficou quase no consenso que é um meio rápido de informar, seja através de links ou mesmo no uso do espaço de 140 caracteres disponíveis, e que, como forma de interação a ferramenta acaba reunindo um grupo social em que seus membros passam a se conhecer através de TT com referências (citações, momentos, sentimentos, neuras, etc) em comum ou mesmo links que servem de interesse coletivo àquele grupo. Há todo momento a citação do Twitter como microblog equivalia a individualidade de cada usuário e o seu poder de seguir ou ser seguido, determinando que pessoas ou veículos de comunicação acompanhar e interagir.
O limiar consensual foi reconhecer o Twitter como uma rede social ativa permanente (seja através de PCs, Notebooks, Celulares e Smarthphones) e democrática. Em época em que a revolução prenunciada com as redes sociais, no uso diversificado dentro da mídia digital, o 1º ETC_RO_AC em Porto Velho foi uma célula de transformação em que a discussão não ficou reclusa a um monitor ou TT em hashtags, mas em contato humano, olhares interessados, depoimentos sinceros e descobrimento do saber. Aguardo ansioso pelos próximos encontros. Informação quente das organizadoras do evento é que em 2010 ele será mensal e em data diferente com Acre.

Para quem quiser seguir as pessoas citadas no texto acima e que fizeram parte do encontro, sigam: @marcos35anos, @vicentemarcal, @Daianasouza, @beediniz, @waniaressutti e, claro@ETC_RO_AC.

C U L T U R A P O P

GAROTA VENENO - Desde de sempre - a partir do momento em que vi esse trailer (abaixo) - descobri que "Kick-Ass" é o filme de (anti) super-herói mais aguardado por mim em 2010. Baseado em uma HQ do ótimo Mark Millar (autor do melhor gibi da década que não acabou, "Supremos") e do espetacular desenhista John Romita Jr. "Kick-Ass" é um HQ estilosa, sangrenta e atípica do mercado pop comum, não que ela não seja comercial, mas tende mais ao radicalismo urgente que atende a geração #gamer e #net. Confira.






CHEGA DE SAUDADE - Fui conhecer livraria Nobel no Porto Velho Shopping e gostei muito do que vi e consumi. Aproveitei a edição de bolso "Chega de Saudade", do jornalista Ruy Castro, da editora Companhia de Letras, onde pode ser lido com enorme prazer as histórias e personagens que fizeram a história da Bossa Nova. Bati o livro em dois dias e confesso que fiquei maravilhado.
O
estilo de Castro na narrativa é suprema dentro do estilo, com referências históricas, depoimentos e o domínio da escrita, como ele já fez tão bem nas clássicas biografias: "O Anjo Pornográfico", sobre Nelson Rodrigues, e "A Estrela Solitária", sobre Mané Garrincha. O livro de bolso "Chega de Saudade" tá sendo vendido por R$ 26,00.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Perdas, choro e a violência do trânsito - Por que assistir um vídeo chocante?

De repente você se foi,
E o silêncio gritava seu nome
Sem que o pudesse ouvir

De repente a noite perdeu o brilho
Sua estrela havia partido
Não se sabe ao certo
para onde no breu
minha luz contigo se perdeu.

Não sou bom com as palavras,
Mas tento organizá-las
Em um começo e fim
Para tê-la de volta pra mim.
(Bruno Massi - 03/09/2009)

Não conhecia as estudantes Adriele Farias Oliveira, 19 anos, Érica Oliveira da Silva, 20 anos, que morreram em um trágico acidente de carro ocorrido na madrugada de domingo (13) em Porto Velho (RO), mas fiquei chocado com a ocorrência das mortes. Não sei, mas em uma daquelas estranhas coincidências provocadas pela ocasião eu tive um momento de reflexão e choro na sexta-feira (12) quando assisti a um vídeo produzido por uma instituição australiana, a TAC (Transport Accident Commission), que é uma Organização Não Governamental que foi criada especialmente para pagar despesas médicas e outros serviços para pessoas que se ferem em acidentes automobilísticos (o que inclui, atendimento em hospitais particulares e/ou públicos, tratamento pós-trauma como fisioterapia e medicamentos). Essa ONG se empenha em realizar campanhas de alerta e educativas viscerais sobre acidentes de trânsito. Pois é, ela comemorou 20 anos de atividade e reuniu em um vídeo cenas e trechos de dezenas de vídeos de campanhas educativas e junto com a música “Everybody Hurts”, da banda R.E.M., fez um um VT violento, emotivo, catártico, pavoroso e verdadeiro. Confesso que nunca havia visto tanta dor, tristeza e medo em ações, movimentos e atitudes tão próximas e comuns à todos, o que, no caso, se trata do trânsito.

Acidentes, mortes, perdas em vários aspectos emocionais, mas principalmente a violência do ato, o choque dos familiares e amigos, é tudo tão verdadeiro, cruel, que é difícil não chorar. Para quem teve parentes ou amigos mortos em acidentes automobilísticos as sequências seguem um crescendo cronológico esperado, mas não tão fácil de suportar. Perdas são irreparáveis, ainda mais de vidas tão próximas.

Fiquei consternado pelos familiares das estudantes mortas no acidente e pela violência com que ocorreu o fato. Seria cruel da minha parte tecer julgamentos sobre culpa e lições a serem tiradas. Mas eu só peço àqueles que estiverem lendo esse texto, seja prudente e responsável com a sua vida (e a dos outros também), assista ao vídeo que coloquei aí embaixo e compreenda que o tempo segue em frente e não retorna (infelizmente) para que tenhamos que consertar os erros. Que Deus console as famílias.

Um momento de reflexão, por favor:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Geral da Netesfera - Miudezas VII

SALVE SUAVE COM TRUFFAUT

Tem um filme do cineasta francês François Truffaut intitulado "Beijos Proibidos" (1968) que tem uma definição linda nos pensamentos do mestre, onde fala da entrega de um homem diante do amor a uma mulher. Uma lição:

"Amar é sempre uma forma de compensar a morte, uma maneira de provar que você existe. Durante muito tempo eu a observei, agora sei que todo mundo trai todo mundo, mas entre nós será diferente. Seremos um exemplo. Jamais nos separaremos. Você será minha única preocupação. Sei que isso é muito precipitado para que você responda sim imediatamente, e queira responder agora suas ligações provisórias com pessoas provisórias. Detesto o provisório. Eu sou definitivo".

III #TWITTERCONTRO

As redes sociais na internet é um achado e tanto, quem antes ficava no seu quartinho ou sala de escritório usando o MSN, brincando no Orkut ou Facebook, e criava mundos e fundos – conheço psicopatas que se travestem de galãs, outros de universitários e confundem personagem com vida real -, hoje pode navegar pelo #Twitter e fazer (de fato) amizades e acompanhar in loco, dependendo de postura e disponibilidade, o avanço que essa rede propõe na troca de idéias, bate-papo, confraternização. Eu enxergo o Twittercontro como uma oportunidade autêntica de celebração e interação física e mental com a comunidade que interage entre #seguidos e #seguidores sem neuras e fobias – conheço gente que acha que conhecer um contato da rede social é quebrar o encanto (putz, nem de longe)-. O III #Twittercontro, o segundo da qual participo, para mim foi genial, além de encontrar uma gama de pessoas antenadas com cultura, upar assuntos relevantes do universo da notícia midiática, dançar, beber (moderadamente, apesar da irresistível tequila), percebo uma interação celebrativa que torna precisa a projeção profética de Marshall McLuhan – teoria da aldeia global claramente adaptada à internet. Eu sempre acredito que são momentos como esses que tudo parece caminhar para a (r)evolução que a internet sempre propôs quando as redes sociais se tornaram um abrangente meio de interação não só individual, mas coletivo. Imerso aos meus pensamentos insanos de comunicador, creio que caminhamos a quebra de um paradigma do universo on line, não é necessário mais se isolar e se transfigurar num personagem, mas é necessário interagir e transpor a barreira além do monitor e do teclado. Somos avatares, mas o real comando desse processo de posts e coments no Twitter são figuras reais e existenciais (com os seus dramas e traumas pessoais – a internet não é tão desumana como se propaga, existem pessoas, gente de carne e osso). Que bom que uma celebração de descontração pode propor discussão, produção de texto, poema cyber e elaboração de manifestos. Para esse tímido capataz de obra da comunicação social brasileira, amante da internet, prostituto das redes sociais e eterno curioso, só posso agradecer o imenso (e põe imenso nisso) carinho das amigas e organizadoras do #Twittercontro @Daianasouza e @beediniz que só me deixam a certeza de prosseguir o caminho trilhado a mim pelo @OCriador, não sou #Rei, mas vocês me fazem sentir a própria majestade (com a humildade que me é dada, se permitem todos os meus amigos e seguidores).

LÉO LINS

Um dos expoentes (adoro esse termo) do Stand Up Comedy atual, Léo Lins, veio a Porto Velho, participou de um “Sempre um Papo” bem intimista na livraria Exclusiva, no Porto Velho Shopping, na última terça-feira (08/12) e aproveitou para curtir (e como ele curtiu) III #Twittercontro, que aconteceu no Estação do Porto – da famigerada Calçada da Fama. O legal foi o papo bacana que ele ofereceu na Exclusiva com o seleto grupo de leitores, onde foi questionado sobre o método Stand Up, o rumo do humor no Brasil, carreira, influência, etc. Muito prestativo e extremamente acessível respondeu tudo e ainda foi além. O Léo Lins é o vizinho que toda irmã queria, o inquilino favorito da titia, o seguido que tuiteiras de plantão devem seguir religiosamente. Uma figura e tanto, bate papo de igual pra igual, tira fotos, é educadíssimo e um gozador nato. Fiquei muito feliz em conhecê-lo, tirar fotos e ver que nem todo astro (aah, vai, o Léo Lins é um astro) é babaca. Comentar o show de humor que ele fez no Espaço Brasil na quarta-feira (09) sem comedimento e papas na língua é chover no molhado (aplaudido de pé e ainda deu um bis de cinco minutos, genial!). Foi um dos cinco melhores shows do ano em Porto Velho #fato.
Como ele passou dois dias em Porto Velho e o querido Fred Perillo (do Circuito de Humor, junto com workaholic maravilhosa Juciele Nunes e o jornalista companheiro Domingues Jr.) o ciceroneou em alguns cantos da cidade, espero que ele tenha tido uma ótima impressão da cidade e, principalmente, de seus formadores de opiniões e seguidores de riso.

LINKS COM FOTOS DO III#TWITTERCONTRO E CIRCUITO DE HUMOR





FENÔMENO DO FIM DO MUNDO

Eu juro que não entendo os propagadores do apocalipse. Tenho um amigo próximo que depois de assistir cinco programas no History Channel (Sky/ViaCabo/Net) sobre o fim do mundo, profecia Maia, as pragas do apocalipse, jura, mas é capaz de comer o próprio dedão do pé, que o mundo acaba mesmo em 2012. A certeza é tanta que ele tá alugando uma casa no Paralelo 11, onde, segundo consta de especialistas (que especialistas são esses bicho??? Vou perguntar ao infeliz se procede), seria o único local que escaparia de um monumental tsunami de proporção global (toss, toss, toss – tosse seca). Sei não, tenho minhas dúvidas, apesar de que quando eu vi aquele casal de ursos polares sozinhos, abandonado num pedaço de gelo – desprendido de uma geleira por causa do aquecimento global gradativo crescente -, à deriva no mar glacial confesso que, deveras, me deu uma sensação de “fim de mundo”. Hoje um jornalista postou um link no Twitter sobre um fenômeno estranhíssimo ocorrido na Noruega, que seria um motivo ímpar para esse meu amigo ditar aos quatro cantos que é um dos sinais do apocalipse. Sei não, heim... Será? – (ainda tô pensando o que ocorreu com os ursos polares e a sua pedra de gelo). - P.S.> Não gostei do filme "2012" (só para esclarecer).

Olha só isso, que aconteceu na Noruega (clica em cima da foto para ampliar):















STONE ROSES O MELHOR DE 2009 – 20 ANOS DEPOIS

Eu adoro o som dessa banda, cujo disco de estréia, homônimo, comemorou vinte anos de lançamento. O jornalista e crítico musical Zeca Camargo votou o CD Celebrativo com a data histórica como o melhor lançamento de 2009. No seu blog, publicado no G1, ele discorre um texto longo e saboroso sobre a influência do disco na música alternativa e a sua importância no Britpop indie. O crítico José Augusto Lemos, na época de seu lançamento, havia dito que ouvir os caras do Stone Roses era a mesma coisa que ouvir o The Byrds – entenda como “reciclagem retrô” do rock psicodélico com influência folk ou algo do gênero (palavras minha) -, mas eu era opositor a esse, comprei o disco e era apaixonado pelo som. Coincidentemente alheio ao fato do aniversário de 20 anos do disco, passei boa parte do ano com pelo menos três músicas do referido disco, “I Wanna be adored”, “Made of Stone” e “She Bangs The Drums”, tocando direto no player do meu N95 (minha caixinha de tesouros pops). Deixo uma foto (abaixo) minha segurando o histórico disco de vinil lançado no Brasil em 1989. Para mim o disco é um dos melhores da minha transição da fase juvenil para a adulta. Ótimas lembranças com a guitarra invisível. Para entender melhor os 20 anos do disco clique AQUI.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Geral da Netesfera - Miudezas VI



ATIVIDADE PARANORMAL É O MUST!


Fui assistir o filme sensação do ano, independente de qualquer orçamento gigante, marketing milionário ou atores famosos, com a fama construída nas redes sociais e divulgação online. "Atividade Paranormal" (Paranormal Activity/2009 - dirigido por Oren Peli) é um filme sem-vergonha e que custou míseros 15 mil dólares - para padrão norte-americano isso é esmola - feito com uma única câmera, numa forçada tour-de-force do casal central (Micah Sloat e Katie Featherstone) que vive na temeridade por causa de uma "assombração" provocada por um demônio e não espírito - como esclarece um especialista, logo no início da película. O filme é hermeticamente claustrofóbico, pois se passa em um único ambiente, uma casa - cheia de cômodos. As pistas do que ocorre na casa são apresentadas como pílulas e deixa a imaginação do espectador agir conforme o seu temor íntimo. A sensação é de desequilíbrio hormonal feminino pela ação surpreendente do tal demônio que não aparece, mas cuja ação é assustadora e a fixação na personagem feminina (ela seria a causadora do mal - faça a metáfora que for sobre isso) é latente - para quem gostou de "A Bruxa de Blair" o filme tem aquele amadorismo proposital, semi-documental e mais realista -. O filme é construído em parte no improviso dos atores, mas que seguem uma linha de roteiro que tem como mote o realismo da presença sobrenatural - apesar de momentos chatíssimos, como discussões banais e leseiras de casal. Consta que é baseado em fatos reais (na verdade o diretor baseou a história em experiência própria, quando começou a ouvir barulhos estranhos na sua casa), mas o final em aberto pode deixar uma sensação de desapontamento, que não deve tardar em uma continuação. Bom, o interessante é que o filme é um fenômeno, pois em vista do seu custo arrecadou mais de 70 milhões de dólares, um recorde impressionante, já se tornando o filme mais rentável da história do cinema. Para quem é fã, como eu, da série "Assombrações", do Discovery Channel, vai sentir uma sensação de já vi isso mais bem feito. Mas devo dizer que as sequências de filmagens no quarto, onde ocorrem as melhores cenas - talvez, aí, esteja sua originalidade - são as mais surpreendentes até o final abruptamente assustador. Eu recomendo os filmes para as mulheres, elas devem se divertir mais do que os homens, com tantos sustos que vão levar. Mas diante dos barulhos esquisitos, sombras que passam na parede sem explicação, aquele ventinho gelado que é assoprado na nuca, sonambulismo e a impressão de que ouviu um sussurro por qual muitos (juram que) passam, "Atividade Paranormal" é um filme desenvergonhadamente brilhante dentro do contexto amadorísdico das suposições. Maniqueísta, tenso, denso, mas que deve provocar o ódio nos cinéfilos mais puros. Gostar é uma questão pessoal e intransferível (desculpe pela obviedade, é só registro).

TRAILER




LESEIRA DO AMOR MODERNO ENTRE ROMEU E JULIETA

Um momento... Apenas isso. O que aconteceria se Romeu e Julieta saíssem da Florença medieval shakesperiana e vivessem na era atual, sob a pressão emocional da modernidade e o stress cotidiano? Confira o bilhete deixado por Romeu antes de tomar rumo ignorado após se separar de Julieta.


"Corri sobre nuvens negras para esconder o sorriso que havia esquecido no último encontro
Não entendi a raiva, a possessão indevida diante das palavras doloridas do fim,
Abaixou a cabeça, respirou fundo e fingiu a dormência da dor
Copiosamente chorei em te ver tão sem compaixão. Fim, é tudo.
No dedo anelar direito ainda estava o anel de prata - "Por que não de ouro?",
Irradiava uma beleza maléfica cativante, mas de carinho inalcançável e ainda regurgitava
um temor da reação atroz da total perda...
"Por que não de ouro?'
Fim, tudo tem um fim quando se sabe que o desejo termina num relance de olhar
sobre o objeto de obsessão... Os extremos não são compatíveis numa relação.
Cotovia, Roxinol, não havia cantos diferenciados de pássaros, mas alarmes, toques polifônicos
e tudo era tão rápido...
Deixou-me embriagado, aturdiu a poesia que havia antes com palavras toscas e duras.
"Não gosta, cai fora!"
Era independente, absoluta, reinante, dominadora, monogâmica diante da circunstância
mas não resistia as pequenas traições dos momentos de festas...
E tudo parecia tão normal...
Mas era criminosa minha falta de compreensão, minha ira diante das arremetidas da tua personalidade...
Por fim, como diria o mensageiro #eusouofrei do Tweetter, "nem tudo pode ser levado à sério,
mas do pouco que sobrou do mistério, esconda somente o necessário, ainda que isso não
seja o amor"...
Te perdi para para você mesmo e ainda sinto que a culpa de tudo é minha, sem ser...
Confuso, contraditório, antiplexo, complexo, destemperado... Como é tudo hoje, onde amor, custo a entender, rima tão bem com rancor...
Minha Julieta, és déspota de teus anseios, mas antes o amor que tenha vivido ao meu lado do que a intensidade flamejante da tua independência... Afinal, agora não estou mais só, e tu vive o teu caminho... Sem mim.
"Por que não de ouro?'
"Porque prata era o símbolo da transição e o ouro era o definitivo. O anel de ouro permanece guardado na caixa, dentro do meu coração"...

Do seu ex-amado, Romeu"

FLAMENGO E O MOMENTO BRASIL

Já vi de tudo que foi escrito sobre o fato do Flamengo ter sido campeão do "Brasileirão". A nação rubro negra, da qual faço parte, está em êxtase, afinal foram 17 anos sem título, o jogo final não foi tão "sombra e água fresca" imaginada pela maioria dos anti-flamenguistas, blá, blá, blá, blá... Ok, tudo é festa e o futebol é realmente paixão nacional. Mas, isso não mudou minha vida, não vai mudar nada no Brasil. Fico contente e tal, mas ainda continuo vivendo e reportando absurdos da "carniceria" política nacional. Tudo errado... É bandidagem no Congresso Nacional, corrupção, improbidade administrativa, roubo institucional, escândalo político, violência crescente, saúde precária - aqui em Porto Velho o índice de pacientes com Dengue cresceu nos últimos meses -. A sensação que eu tenho que os problemas levantados pela imprensa e formadores de opinião durante todo o ano de 2009 e que ainda dependem de resolução - fim apropriado, diga-se de passagem - vão estacionar nos corredores dos tribunais de Justiça, na secretarias estaduais e municipais de todo o país, pois afinal, acabou o campeonato brasileiro e iniciam-se as férias escolares, coletivas, férias no setor judiciário, executivo e legislativo e a sociedade civil deve cair no oba-oba de fim de ano, 13º salário, Natal (ooba, presentes... Humm), reveillón ano novo (feliz ano velho, feliz ano novo). Depois vem janeiro, todos viajando, o comércio tem aquela retrancada violenta e parece que todos os problemas sociais, políticos, ambientais e "raio que o parta" ficaram ao esquecimento momentâneo, pelo menos até março - não esqueçam, fevereiro é carnaval (tudo é festa). Ou seja, ainda lembraremos que o Flamengo é o campeão brasileiro de 2009 e 2010 começa tudo de novo, tudo de novo mesmo. Ano de eleições, outra festa. Eu tenho a esperança, vã que seja, de que não seja (tão assim) o mais do mesmo. Mas, sabe como é, é tudo uma questão de momento.