segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mais um dia...


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Um dia eu acreditei que tudo poderia ser mais fácil e compreensivo. Mas existem fatores que longe da minha compreensão, não sei porque caem sobre a minha cabeça com a força de uma bigorna. Devastando tudo, quebrando meu raciocínio e lógica. Ainda que preso a velhos valores, sou a soma de uma série intempestiva de erros causados pela minha natureza de viver.

Nos dias de insônia o meu pensamento vaga além da janela do meu quarto numa madrugada qualquer, segue lento e me desenha projeções futuras do que posso fazer e me tornar. Hoje, no olho do furacão, devo voltar a pedir que um raio caia na minha cabeça, para que tudo se resuma a uma perda causada pela força da natureza. Cada dia mais sinto as paredes se fecharem ao meu redor e não por culpa de quem me ama, mas por, talvez, ser essa intensidade de emoções que nunca cessam dentro de mim.

É um crescendo, uma agonia que cresce dentro do peito pela inconstância de sentimentos, do improvável entre a certeza do que está por vir e o que acontece hoje. Dentro de 30 dias estarei só, só no sentido literal da palavra. Família viajando, a tormenta das finanças batendo forte na minha cabeça e as preocupações tomando cada vez mais espaço. Debilitado, desajeitado, bobo, diagnosticado com stress e cansaço. Oscilando momentos marcantes de felicidade com outros de pura depressão degenerativa.

Bad day, dia ruim, os prazos afunilam, tudo conspira para que o empresário flutue sobre um bote num imenso mar azul, cercado por tubarões e sem perspectiva a curto prazo. Os conflitos que geram outros conflitos, que tentam consumir cada parte íntegra do que restou da minha consciência moral.

Estou de pé, olhando da beira da ravina o por do Sol no rio. Pouco o que fazer, pouco o que ver. Estou fazendo o mais do mesmo. Perdido de novo.

No feriado de chuva, deitei no piso sob os pingos da chuva, fiz uma oração, pedi perdão por estar tão preso aos meus problemas, pedi desculpa pelo auto-flagelo ingênuo de um homem que não deveria estar tão deprimido.

As águas da chuva batiam no meu corpo como flagelo, cada pingo uma dor que me machucava ainda mais. Buscava conciliar meus pensamentos de entrega ao perdão com os dissabores dos meus atos.

No frio da chuva, com o vento sinuoso que tomava conta do ambiente, só podia lamentar e deixar minhas lágrimas misturar com a chuva. Hoje é um dia em que tenho que ficar quieto, tentando erguer a cabeça mais uma vez, respirar ar puro, buscar os sorrisos lindos dos amores que me rodeiam, buscar o carinho do amor, sentir aquela voz e os conselhos que preciso mais uma vez ouvir.

O tempo ainda está cinza, ouvi "Eu sei", do Legião Urbana, sem querer quando sintonizei o rádio e senti cada palavra como uma verdade silenciosa. Renato Russo era foda.

A cada dia eu tenho certeza de algumas decisões que irei tomar na minha vida. Chegado o momento da virada, preciso ter paciência e forças... Conciliar malícia com necessidade de sobrevivência, sobrepor minhas tormentas, traçar um plano de risco e deixar a vida fluir. Só que para tudo isso preciso de força e coração.

"Me ajude. Se fiz o suficiente para provar que posso ir até o fim... Nunca se esqueça, ainda que longe estarei bem perto, ainda que calado, minha voz sempre fará ouvida nos momentos em que mais precisar".

As palavras que já ouvi e hoje ecoam na minha cabeça... O tempo passa, tudo passa, lembranças e histórias, sou pássaro novo...

Amanhã é outro dia... Espero, que bem melhor.

Sorriem crianças, em breve estarei sorrindo com vocês... Quem sabe.

Um comentário:

Aninha disse...

O sentimento de tristeza e a sensação de estar sozinho atormenta, mas lembre-se, mesmo sem estar perto de você, feche seus olhos e sinta que estou com você, ti apoiando, mesmmo quando comete erros,pois sem eles não podes crescer, e viva a cada dia com sua intensidade acreditando que após um deserto existe um oásis ti esperando. Te amo!!!!